Curso noturno deve ser oferecido já no 1º semestre (mais…)
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Faculdade América Latina terá curso de Jornalismo em 2012
24/11/2011 por O Caxiense
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O CAXIENSE contrata estudantes de Jornalismo
27/07/2011 por O Caxiense
O jornal O CAXIENSE está selecionando estudantes de Jornalismo de Caxias do Sul para vagas de estágio na Redação. Os interessados devem enviar currículo completo, informando em qual semestre da faculdade estão, e um ou mais textos jornalísticos de sua autoria (podem ser textos escritos na universidade) para o e-mail ocaxiense@ocaxiense.com.br, com o título VAGA DE ESTÁGIO. Os currículos serão recebidos até domingo, 31 de julho.
Leia e assine:
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Ciro Marcondes Filho palestra na UCS nesta segunda
25/03/2011 por O Caxiense
O sociólogo e jornalista Ciro Marcondes Filho palestrará na Universidade de Caxias do Sul nesta segunda-feira (28), às 20h, no bloco A. No encontro, Ciro abordará temas que guiaram sua trajetória acadêmica – entre eles, o seu projeto de pesquisa intitulado “Nova Teoria da Comunicação”.
Ciro Marcondes Filho é formado em Jornalismo e Sociologia, é mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e doutor em Sociologia da Comunicação pela Universidade de Frankfurt, na Alemanha. Escreveu mais de 30 livros, na área de política, filosofia, psicanálise e jornalismo. Um dos livros mais populares, sobre este último tema, é A Saga dos Cães Perdidos, onde ele traça o cenário do jornalismo ao longo dos anos e critica a forma de atuação dos profissionais da área. Entre as ponderações do livro, Ciro ressalta uma das característica da imprensa: a de expor tudo até se queimar. De acordo com o autor, a exposição – e depois, a superexposição – de pessoas e acontecimentos provoca um processo social de queima de fatos, e na medida em que as notícias são excessivamente veiculadas, não provocam mais nenhum efeito no seu público.
A palestra é gratuita e aberta ao público.
14h08 | 25.mar.11
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Repórter de O CAXIENSE ganha prêmio de Jornalismo
04/03/2011 por O Caxiense
O jornalista Robin Siteneski, de O CAXIENSE, foi anunciado vencedor do prêmio Prêmio Santos-Dumont de Jornalismo 2010 nesta quinta-feira (3). Robin venceu em primeiro lugar na categoria “Aviação em Geral” com a reportagem Aprender a voar, publicada na edição 22, de 30 de abril de 2010.
Entre os veículos não especializados no segmento de aviação que ganharam o prêmio estão a revista Brasileiros, de circulação nacional, e O CAXIENSE. A reportagem de Robin Siteneski concorreu com a Folha de São Paulo na mesma categoria.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 24 de março, às 17 horas, na sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), no Rio de Janeiro.
O Prêmio Santos-Dumont de Jornalismo 2010 teve o patrocínio das seguintes empresas ACC Tours, Axent Host, Azul, Embraer, Infraero, Sikorsky, TAM e Via7 Gráfica. Os vencedores viajarão aos Estados Unidos pela TAM, onde visitarão a Embraer (Fort Lauderdale) e a Sikorsky (West Palm Beach).
Veja abaixo todos os vencedores e leia a reportagem premiada.
Categoria: Aviação em Geral
1. Robin Siteneski
Veículo: O Caxiense
Matéria: Aprender a voar2. Antonio Assreuy
Veículo: Flap Internacional
Matéria: O uso do radar em grande altitudeCategoria Aviação Comercial
1. Roberto Muylaert
Veículo: Revista Brasileiros
Matéria: Pull Up – Simulador de voo da Azul2. Julliana Reis
Veículo: Revista Incluir
Matéria: Seus direitos nos aeroportosCategoria Aviação Militar
1. Renato Otto
Veículo: Revista Força Aérea
Matéria: Manche ou mouse?2. Leandro Casella
Veículo: Revista Força Aérea
Matéria: Fase de definiçãoCategoria História da Aviação
1. Solange Galante
Veículo: Flap Internacional
Matéria: Santos-Dumont, um aeroporto único2. Rudnei Dias da Cunha
Veículo: Revista Força Aérea
Matéria: Ao mestre com carinhoAPRENDER A VOAR
Um sonho de criança que pode ser realizado ainda na adolescência: ser piloto de avião
por ROBIN SITENESKI
Quando tinha aproximadamente 13 anos, Bruno Gil ganhou um rádio a pilha. Se seus pais achavam que o garoto queria ouvir a banda do momento ou o programa humorístico da moda, estavam enganados. O menino passava horas com a orelha grudada no radinho sintonizado em uma só estação: a da torre de controle do Aeroporto Regional de Caxias do Sul Hugo Cantergiani.
Assim como no caso de Gil, o amor pela aviação, segundo instrutores de voo e alunos do Aeroclube de Caxias do Sul, começa cedo para a maioria dos pilotos. Eles o descrevem como algo que “está no sangue”, “um vício”. Mas suprir essa “necessidade” é um desafio: tornar-se piloto de avião não é fácil, nem barato.
Para começar, o interessado (ou a interessada) deve fazer o curso de Piloto Privado (PP) – que Gil começou com a idade mínima, 16 anos –, no qual aprenderá as noções básicas de funcionamento e segurança de aviões. Depois de quatro meses de aulas teóricas, o candidato terá de provar seus conhecimentos recém-adquiridos: a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aplica uma prova teórica e os aprovados têm de passar também por exames médicos, como eletroencefalograma, e psicotécnico antes de sequer sentar numa cabine de piloto.
O instrutor de voo do Aeroclube de Caxias Maurício Tubino reconhece as dificuldades de concluir o curso que, segundo a Anac, custa em torno de R$ 7 mil. Apesar do alojamento gratuito oferecido aos alunos em Caxias, muitos desistem antes de chegar às aulas práticas. “A média de quem termina o curso é bem baixa”, explica.
Só depois de passar na prova teórica e nos exames médicos – prestados em Canoas – é que os alunos passam a ter contato com o manche. O curso de PP exige pelo menos 35 horas de voo, depois das quais o aspirante a piloto deve novamente provar seus conhecimentos à agência que regula o setor.Com o sonhado brevê de piloto privado nas mãos, Gil começou o curso de Piloto Comercial (PC), que custa cerca de R$ 26 mil, de acordo com a Anac. As 150 horas de voo que teve de cumprir foram antecedidas por outros quatro meses de aulas teóricas, e a busca pela nova habilitação acabou exigindo bem mais dele: Gil passou a trabalhar no aeroporto, ocupando diversas funções (chegou, inclusive, a cortar grama), até que, depois de formado no PC, se tornou instrutor de voo no aeroclube.
Trabalhar na área logo após completar os estudos é uma necessidade para qualquer um que queira seguir carreira na aviação. Empresas aéreas, tanto as de transporte de passageiros quanto as agrícolas, exigem experiência, traduzida por um número mínimo de horas-voo. A TAM, por exemplo, só aceita em seus processos de seleção candidatos com pelo menos 1.500 horas-voo ou 1 mil para quem tem curso superior de Ciências Aeronáuticas. No Rio Grande do Sul, essa formação é oferecida somente pela PUCRS, pioneira nesta graduação no Brasil, desde 1994.
Com mais tempo de voo na bagagem, Gil foi contratado pela Migra Serviços Aéreos, uma espécie de cooperativa em que os sócios dividem o uso e o custo de manutenção e operação dos aviões, incluindo a remuneração dos pilotos. Paralelamente, fez aulas de pilotagem de avião bimotor. “Os cursos não são difíceis, mas tem que estudar”, conta.
Aos 22 anos, Gil vê o sonho que o embala desde os oito, quando voou pela primeira vez, se concretizar no ar. Em fevereiro deste ano, saiu da Migra e começou a trabalhar para a Randon como co-piloto, transportando clientes e executivos da empresa. Gil pilota, agora, para um dos segmentos que mais crescem no setor: o da aviação executiva.A Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) estima que a aviação executiva ganhe, em média, 150 aeronaves por ano até 2011, mantendo o ritmo assumido em 2009. Para a entidade, o motivo do crescimento acima da média mundial, que se manteve relativamente estável durante a crise financeira internacional, é a descentralização da economia do país.
A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, aumentou em 40 o número de unidades entregues em 2009, comparativamente ao ano anterior. Foram 244 aviões – 115 deles, jatos executivos. A companhia espera que sejam 137 desse modelo em 2010, fazendo crescer os 16% que o segmento representa em sua receita.
De acordo com a Anac, a frota nacional de aeronaves, que, além de aviões, inclui helicópteros, balões e um dirigível, cresceu 18,5% entre 1999 e o primeiro semestre de 2009, chegando a 12.178 unidades. No mesmo período, a frota das companhias aéreas que fazem transporte regular de passageiros e carga cresceu 27%, de 435 para 554 aeronaves. Esse aumento fez com que a agência, temendo uma eventual escassez de mão de obra especializada no Brasil nos próximos quatro ou cinco anos, oferecesse bolsas de estudo. O programa começou em 2008, no Rio Grande do Sul, e em 2010 irá manter 240 bolsistas em 19 aeroclubes brasileiros, espalhados por oito estados. Seis aeroclubes são gaúchos, e o único da região serrana é o de Caxias, presente desde o primeiro ano. Assim como faz com os pilotos, a Anac fiscaliza a situação das escolas de aviação brasileiras. Mas nem sempre o setor aéreo recebeu tanta atenção. No início da profissionalização da aviação nacional, a situação era bem diferente.Quando a primeira escola de pilotagem brasileira foi idealizada, em assembleia no extinto jornal A Noite, de Irineu Marinho, seus fundadores não faziam ideia que nos anos seguintes as aeronaves adquiridas com muito esforço seriam pouco utilizadas para a formação de pilotos. O Aeroclube do Brasil, que até hoje funciona em Jacarepaguá (RJ), foi fundado em 14 de outubro de 1911. Sua primeira diretoria teve Alberto Santos Dumont, que pilotou o 14 Bis pela primeira vez em 1906, como presidente e sócio fundador.
Já no ano seguinte a sua abertura, os aviões da escola, comprados com recursos públicos, foram cedidos para espionagem na Guerra do Contestado, que aconteceu em Santa Catarina e no Paraná entre 1912 e 1916. A recuperação das aeronaves adiou para depois do conflito a formação da primeira turma de alunos. Entretanto, esse grupo de civis e militares não chegou a tirar brevê, porque às vésperas das provas, em outubro de 1917, o Brasil entrou na Primeira Guerra Mundial e os aviões do aeroclube foram novamente cedidos para fins bélicos.
O Aeroclube do Brasil expediu os brevês de piloto para todo o país até a criação, em 1931, pelo governo Vargas, do Departamento de Aeronáutica Civil (DAC), substituído em 2005 pela Anac. Foi sob a supervisão do DAC que nasceu, em Canoas, o primeiro aeroclube gaúcho, em 24 de maio de 1933.
As escolas enfrentavam muitas dificuldades na aquisição de aeronaves. Até hoje, a maioria dos aviões que servem de instrumento de aprendizado é consignada pelo governo brasileiro e até mesmo pelo argentino – são os aparelhos conhecidos como “aero-hermanos”. Por isso, na década de 40, foi criada a Campanha Nacional de Aviação Civil (CNA) ou Campanha para Dar Asas à Juventude Brasileira. Idealizada pelo magnata da mídia Assis Chateaubriand, a mobilização levantou fundos para a compra de aeronaves e implantação de aeroclubes. Aproveitando os preços baixos de aviões que estavam sendo trocados por outros mais modernos para combater durante a Segunda Guerra Mundial, a CNA distribuiu mais de 1 mil aeronaves e fez com que o número de aeroclubes no país passasse de 40 para cerca de 300 em aproximadamente uma década.
Foi essa iniciativa que motivou a criação do Aeroclube de Caxias do Sul. A escola, inaugurada em 9 de fevereiro de 1941, ganhou a primeira aeronave da campanha. Doado pelo industrial pernambucano Othon Lynch Bezerra de Mello e batizado de Duque de Caxias, o avião – que terminou pegando fogo durante uma Festa da Uva, no dia 17 de março de 1950 –, não foi o único recebido pela cidade. A milésima aeronave da CNA, um HJV Cap 4, também foi destinada ao aeroclube – atualmente, encontra-se em manutenção.Mas é outro avião antigo doado pela campanha, o Piper J-3 Club, ou simplesmente “Seringueiro”, o sonho de pilotagem da maioria dos alunos e instrutores. O avião já tinha esse apelido quando chegou do Aeroclube do Amazonas, em 1942. Foi, também, o primeiro a pousar no Aeroporto Hugo Cantergiani, para onde o aeroclube se transferiu em 1959 – a primeira sede foi no Cinquentenário, onde hoje fica a AABB. Essa aeronave não é o que se espera de qualquer coisa que, nos dias de hoje, possa alcançar os céus – e por isso tanto atrai os pilotos.
O avião amarelo é feito de uma estrutura principal de madeira revestida de um tubo de aço. Tem dois lugares, um atrás do outro. As asas são fixadas na parte de cima da estrutura. Enquanto hoje em dia elas geralmente são feitas de fibra de carbono, as do Seringueiro são de lona revestida de DOC, um composto químico que estica e enrijece o plástico. Essa parte da estrutura é fundamental, pois é onde fica armazenado o combustível, que na aviação é o Avgas, mais resistente às temperaturas a que pode ser submetido durante o voo.
O motor do avião histórico tem apenas 65 Hps e duas velas por cilindro. Na parte da frente, além do prefixo PP-TRA, também presente nas asas, está escrito o nome do fabricante do motor: Franklin. Essa identificação foi completada pela inscrição Rufatto, formando o nome do mecânico, Franklin Rufatto, 88 anos, hoje aposentado, mas ainda morando no aeroclube.
A hélice do Seringueiro, que nos modelos modernos é feita de alumínio, é de madeira e só funciona com partida manual. Dentro do avião não existem dezenas de mostradores no painel. Apenas quatro são suficientes para que ele voe: um que mostra a quantidade de combustível, um velocímetro, um altímetro e um que aponta a temperatura do motor. Entretanto, não é qualquer dia que esse avião pode fazer o “circuito”; somente com tempo bom.O circuito é como os instrutores chamam o voo que repetem centenas de vezes durante os cursos de piloto privado e comercial. Eles são feitos a 1 mil pés de altura. Os aprendizes devem percorrer esses circuitos até que os procedimentos de voo se tornem “automáticos”. “No começo é difícil, mas depois é como se você ligasse uma chave”, descreve o aluno José Romano.
E no início não deve ser fácil mesmo. Antes de tirar o avião do hangar, os aprendizes têm que checar, acompanhados do instrutor, dezenas de itens de segurança. Depois de taxiar (pilotar o avião no chão) até o final da pista, mais uma dezena de itens devem ser recitados em voz alta. Quando a aeronave estiver no ar, outra checagem, desta vez sem cola: os alunos têm que saber de cabeça os elementos de segurança de voo.A segurança não é uma exigência feita somente aos alunos. Pilotos, mesmo depois de completado o curso superior ou o de avião bimotor, devem realizar uma prova prática, uma teórica e exames médicos periodicamente para manter a permissão de voar. E aeronaves devem ter seus motores revisados a cada 50 horas de voo, receber uma inspeção técnica a cada 100 e ser levadas para uma oficina autorizada pela Anac e indicada pelo fabricante a cada 2 mil horas, o que é chamado de total break, porque o avião é totalmente desmontado à procura de problemas.
Todas essas manutenções fazem com que o Aeroclube de Caxias tenha pelo menos um de seus seis aviões constantemente fora de seu hangar. Os instrutores explicam que isso é bom: significa que está se voando bastante. É, afinal de contas, isso o que mais querem os alunos iniciantes que ainda não tiveram aulas práticas. Além de estar no lugar do piloto na cabine de um avião, eles imaginam o dia que vai ficar em suas memórias para sempre: o do primeiro voo solo.Das 35 horas de voo exigidas pelo curso de piloto privado, os alunos passam, em média, entre 18 e 22 horas voando acompanhados. Os instrutores dizem que um aspirante está pronto para “solar” quando consegue pilotar sem que o mais experiente precise tocar nos controles. O dia em que eles voam solo pela primeira vez é inesquecível e envolto por uma tradição ritualística.
Assim como o uso do nome de guerra – herança da aviação militar, que pode ser um sobrenome ou apelido e é mais conhecido, entre os colegas de profissão, do que aquele que consta na certidão –, o dia do voo solo tem uma cerimônia repetida em todos os cantos do Brasil. No Aeroclube de Caxias, tem lugar certo: é numa pedra enorme que quem acabou de solar senta para levar um banho de óleo usado de avião.
Os alunos que aguardam o primeiro voo solo não são avisados do dia em isso vai acontecer, apesar de seus colegas saberem com antecedência. Em Caxias, a imprecisão é quase inevitável: o aeroclube está localizado no sétimo pior aeroporto do país em condições do tempo. O instrutor de voo Rodrigo Sandi, 27 anos, lembra que no dia em que voou solo tinha passado horas pilotando na companhia do professor.
“Não sabia quando ia acontecer. Tinha feito o circuito algumas vezes naquele dia e quando pousei, no final da tarde, o instrutor me pediu para voar sozinho. Fiz tudo como se fosse um voo normal e só lembrei que estava voando solo quando estava pousando. É uma sensação incrível”, lembra Sandi. Enquanto taxiava de volta ao hangar do aeroclube, viu a movimentação da turma. que preparava o óleo mais antigo que encontrou para “lavar” o amigo no ritual de passagem.José Romano, 39 anos, não é o estereótipo de uma pessoa de seu país de origem. O moçambicano de aproximadamente 1m75cm é loiro e tem olhos azuis. Tampouco é o aluno típico do Aeroclube de Caxias: tem mais idade do que a maioria dos instrutores.
Aos quatro anos, Romano deixou a terra natal com a família fugindo da Guerra de Libertação, que começou em setembro de 1964 e durou dez anos – a colônia portuguesa só se tornou independente em 1975. No país vizinho, a África do Sul, que também vivia um momento político instável, sob o regime do Apartheid, permaneceu apenas dois anos. Em 1977, finalmente, mudou-se para o Brasil.
Romano formou-se em Administração de Empresas, mas continuou curioso pela aviação. “Sempre gostei de voar (como passageiro), mas tinha dúvidas se gostaria de pilotar”, lembra. Quando perdeu o emprego em uma multinacional por causa da crise financeira, em janeiro de 2009, descobriu que não era o único com esse desejo em sua família.
Ao visitar os pais na Europa e anunciar a vontade de estudar para se tornar piloto, soube que este também era um sonho de infância de seu pai. Romano incentivou-o a tentar alcançar esse objetivo e o aposentado, que tem mais de 60 anos, acabou tirando o brevê de piloto privado antes do filho. Ao voltar ao Brasil, quando decidiu correr atrás do velho desejo, Romano experimentou uma dificuldade pela qual o pai também deve ter passado: a de acompanhar o ritmo dos colegas, em média 20 anos mais novos.
“Dá pra notar a diferença. Os guris pegam as coisas mais rápido, principalmente o que exige coordenação motora. Mas é só no começo, depois, aprendemos mais ou menos no mesmo ritmo”, diz o moçambicano, que solou com 18 horas de voo, em, fevereiro deste ano.
A estreia é relembrada em detalhes. Deveria ter acontecido em um sábado, mas foi no dia seguinte por causa do mau tempo. Após completar o circuito “pousando curto” (utilizando somente a cabeceira da pista) três ou quatro vezes, o instrutor Wagner Dalbosco saiu da aeronave e lhe disse: “Está contigo. Tu já sabes o que fazer, só não faz bobagem”. Romano conta que levantou voo normalmente, falando em voz alta o que o instrutor normalmente pediria para checar, “mínimos atingidos, 60 cabra, 65 altitude flap…”, mas a emoção viria em seguida. “Quando passei da velocidade de aceleração, olhei pra trás e não tinha ninguém. Tive vontade de dar risada e gritar.”
Ao chegar ao hangar, ele foi recebido com o tradicional banho de óleo: “Não sei o que tinham misturado naquilo. Parecia cheiro de alho que tinha ficado no sol por 10 dias. Mas a sensação era de ‘cheguei, consegui, eu tomei o banho de óleo’”.
Apesar do longo caminho que tem pela frente para engrenar uma carreira na aviação, Romano se sente à vontade para dar um conselho a quem quer ser piloto: “É preciso escutar o que o instrutor diz, acreditar na própria capacidade e estudar”. E completa: “É um privilégio poder voar”.Leia também e assine:
15h08 | 4.mar.11
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O CAXIENSE expõe melhores capas do ano 1
21/02/2011 por O Caxiense
O Jornal O Caxiense completou um ano no final de 2010. Neste aniversário, que comemora o sucesso de uma nova proposta de jornalismo para Caxias do Sul, a exposição O Caxiense Um Ano, com curadoria de Mona Carvalho, mostra 12 capas selecionadas. Em cada tela, legendas contextualizam as reportagens e contam os bastidores da produção das capas, outro diferencial do jornal. O conjunto é um resumo das melhores capas, as principais manchetes e os assuntos mais importantes entre as 53 edições de jornalismo inteligente impressas durante o Ano 1.
Convidamos todos para a abertura da exposição nesta terça-feira, 22 de fevereiro de 2011, no Catna Café, às 20h30.
Coordenação: Carmenzita Busetti, Marinês Busetti e Mona Carvalho
Local: Catna Café (Júlio de Castilhos, 2.854, São Pelegrino)
Horários de visitação: segunda a sábado, das 10h às 19h30; domingos das 16h às 19h.
Datas: De 23 de fevereiro a 13 de marçoLeia também:
10h27 | 21.fev.11
Categoria: Cultura, Exposição, Geral | Tags: caxias do sul,Cultura,exposição,jornalismo,o caxiense | 1 Comentário -
Leandro Fortes fala sobre influência da internet no hábito de ler jornal impresso
23/11/2010 por Robin Siteneski
Em palestra na Universidade de Caxias do Sul nesta segunda-feira (23), o repórter da revista Carta Capital Leandro Fortes – que já trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo, Correio Braziliense e Estado de S.Paulo – disse que, por causa da difusão de notícias na internet, deixou de ler jornais impressos. O repórter falou sobre Jornalismo Investigativo a convite do Diretório Acadêmico de Jornalismo.
>>> Veja a capa da edição 51, NAS BANCAS ou para assinantes
“Eu não tenho mais paciência de mexer no papel físico. Os jornais estão cada vez mais velhos e iguais uns aos outros. Aquilo se torna uma coisa suja e antiecológica. O jornal do papel é um veículo da revolução industrial, do século 18 ou 19, e nós estamos eliminando isso.”Ao contrário de seu diretor de redação, Mino Carta, um dos maiores defensores do fim da obrigatoriedade do diploma, Leandro condena a decisão do Supremo Tribunal Federal que eliminou a necessidade.
“Sou um defensor ferrenho do diploma. Só quem passou pelos bancos acadêmicos pode fazer jornalismo. Somente nós podemos fazer uma coisa grandiosa que é decodificar o drama humano e transcrevê-lo em algo, que tem uma linha muito tênue, que é o texto jornalístico.”
Foto: Ramon Munhoz, Divulgação/O Caxiense
10h32 | 23.nov.10
Categoria: Educação, Geral | Tags: carta capital,caxias do sul,Educação,jornalismo,leandro fortes | Nenhum comentário -
Leandro Fortes, jornalista da Carta Capital, palestra na UCS
22/11/2010 por O Caxiense
Nesta segunda-feira (22), o jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital, palestra na Universidade de Caxias do Sul (UCS) sobre o tema Jornalismo Investigativo. A palestra está marcada para as 20h, no auditório do bloco H. O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita. A promoção é do Diretório Acadêmico de Jornalismo da UCS.
>>> Veja a capa da edição 51, NAS BANCAS ou para assinantes
Além de jornalista da Carta Capital, em Brasília, Fortes é professor e escritor. É autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo, Fragmentos da Grande Guerra e Os segredos das redações. Mantém o blog Brasília eu Vi. Fortes teve passagens pelo Jornal do Brasil, Zero Hora, O Globo, Correio Braziliense, Estado de S.Paulo, Época e TV Globo. Também foi chefe da Agência Brasil, da Radiobrás, e comentarista da Voz do Brasil.
10h48 | 22.nov.10
Categoria: Geral | Tags: carta capital,caxias do sul,Educação,jornalismo,leandro fortes,ucs | Nenhum comentário -
Cultura, inclusão social e Copa no podcast da Redação
28/06/2010 por O Caxiense
A edição 30 do jornal O CAXIENSE está nas bancas repleta de bom jornalismo em suas páginas. No podcast, os editores Felipe Boff, Marcelo Aramis e Paula Sperb dão bom motivos para comprar o jornal nas bancas ou se tornar assinante. (mais…)
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Podcast da Redação: Como seu dinheiro vira cultura e Folha de SP em O Caxiense
14/06/2010 por O Caxiense
A 28ª edição do jornal O Caxiense está na bancas e traz um presentão para os leitores. Um caderno especial da Folha de São Paulo para a Copa do Mundo com tudo sobre futebol mais as colunas de PVC e Tostão. (mais…)
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Escute o podcast da Redação do jornal O Caxiense
26/03/2010 por O Caxiense
Os jornalistas Renato Henrichs e Valquíria Vita comentam a eleição para a reitoria da UCS, que mobilizou cerca de 11 mil pessoas para a consulta acadêmica e será definida na próxima segunda-feira pelo Conselho Diretor. (mais…)
Categoria: Geral, Multimídia, Podcast | Tags: caxias do sul,jornalismo,Multimídia,ucs | Nenhum comentário

















