Passa dos R$ 12 milhões a previsão de gastos dos candidatos de Caxias às eleições de 2010 durante o período eleitoral. Leia a reportagem completa na edição 34 de O CAXIENSE, que está NAS BANCAS.
(mais…)
-
Quanto os candidatos caxienses devem gastar nestas eleições
24/07/2010 por O Caxiense
Categoria: Geral | Tags: assembleia,câmara,caxias do sul,eleições,Impresso,Política,senado | Nenhum comentário -
Cultura, inclusão social e Copa no podcast da Redação
28/06/2010 por O Caxiense
A edição 30 do jornal O CAXIENSE está nas bancas repleta de bom jornalismo em suas páginas. No podcast, os editores Felipe Boff, Marcelo Aramis e Paula Sperb dão bom motivos para comprar o jornal nas bancas ou se tornar assinante. (mais…)
-
ESCUTE: Preconceito e futebol no Podcast da Redação
22/06/2010 por O Caxiense
A edição 29 está nas bancas, e o podcast da Redação está no ar. O assunto principal, naturalmente, é a reportagem de capa, sobre o preconceito aos negros em Caxias do Sul – uma reflexão obrigatória. (mais…)
Categoria: Geral | Tags: A Copa em Quadrinhos,copa do mundo,futebol,futebol de mesa,Impresso,podcast da redação,preconceito | Nenhum comentário -
Escute o podcast #15 da Redação sobre a dupla CA-JU
31/05/2010 por O Caxiense
O Juventude, enquanto inicia os treinamentos com bola no Centro de Formação de Atletas e Cidadãos (CFAC), planeja uma série de atividades extra-campo. Uma delas foi o lançamento do departamento Paixão Feminina, no sábado à noite.
O Caxias, por sua vez, durante a maratona de trabalhos físicos, também atua fora das quatro linhas enquanto a bola não rola pela Série C. Nesta terça, ocorre no Estádio Centenário o lançamento do DVD dos 75 anos do clube. Estas são algumas das informações comentadas por Fabiano Provin, setorista do Juventude, e Marcelo Mugnol, que acompanha o Caxias, no podcast semanal da dupla CA-JU.
Clique no player abaixo para escutar o podcast:
podcast dupla CA-JU #
Publicado às11h15 de 31 de maio de 2010.
-
VÍDEO: Caxias do Sul 100 anos
29/05/2010 por O Caxiense
Caxias do Sul tem muitas cidades dentro dela. Mas, no final das contas, mesmo jovem, é quase sempre a velha Caxias. NAS BANCAS, um perfil de Caxias escrito pelo repórter Marcelo Mugnol. (mais…)
-
Locatelli redescoberto
28/05/2010 por O Caxiense
50 anos depois da inauguração da Via-Sacra, testemunhos revelam como o pintor italiano, que se fotografava nas posições de Cristo, criou uma de suas obras mais complexas e admiradas | por RODRIGO LOPES (mais…)
-
Podcast da Redação: da obra de Locatelli à romaria de Caravaggio
24/05/2010 por O Caxiense
Depois de um período fora do ar, por impossibilidade nossa de produzi-lo – era gravado sempre às sextas-feiras, dia de fechamento do jornal impresso, de trabalho intenso e corrida contra o relógio –, o Podcast da Redação do jornal O CAXIENSE retorna em novo formato. (mais…)
-
Memórias da 2ª Guerra Mundial
19/05/2010 por O Caxiense
Há 65 anos, 133 heróis locais alistados na Força Expedicionária Brasileira ajudaram os Aliados a derrotar os nazistas e fascistas na Itália. Hoje ocorre o lançamento de um projeto para resgatar esta história | Veja galeria de fotos e assista ao vídeo com depoimento (mais…)
-
Ideias contra a poluição
10/05/2010 por O Caxiense
A má qualidade do ar, causada principalmente pela poluição de veículos automotores, pode ser revertida com o uso de tecnologias limpas. A indústria caxiense tem alternativas prontas e testadas. Basta o poder público incentivar a sua adoção (mais…)
Categoria: Geral, Impresso | Tags: ambiente,Economia,Impresso,meio ambiente,roberto hunff | 1 Comentário -
“Não tenho travas na língua”
por O Caxiense
Primeiro secretário municipal de Saúde, em 1989, o brizolista Marlonei hoje abre fogo da trincheira contrária
por ROBIN SITENESKI |
À primeira vista, Marlonei Silveira dos Santos não parece o sindicalista de língua afiada e métodos polêmicos que defende um reajuste considerável para profissionais que admitem não cumprir seus horários. Ele fala quase sempre com calma, medindo as palavras. Essa postura muda quando o assunto é o conflito com a administração municipal. Desde julho de 2009, o presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias já proclamou três greves, e desde que a prefeitura conseguiu uma liminar impedindo as paralisações, luta na Justiça para retomar o movimento grevista.
Marlonei Silveira dos Santos, que neste sábado completa 61 anos, é natural de Guaíba. Envolveu-se com movimentos sociais desde cedo. Aos 14 anos se alistou no “exército do Brizola”. Na época, participava do grêmio de sua escola. Quando houve a tentativa de golpe contra o presidente João Goulart, em 1961, Brizola convocou a juventude a fazer parte da resistência. Marlonei e outros colegas do movimento estudantil foram a Porto Alegre atender ao chamado.
“Mas não fazíamos nada de violento, somente participávamos dos atos e das manifestações”, relembra Marlonei. Seu pai, Florisbelo Santos, era getulista, porque, segundo Marlonei, “Brizola ainda não estava no auge” quando ele faleceu, em 1958. Apesar de a mãe, Maria de Lurdes da Silva, também ser brizolista, não ficou feliz quando descobriu do envolvimento do filho com a resistência.
“Não contei pra ela logo que me alistei. Mas, quando descobriu, me deu um pitaco. Imagina, com 14 anos querendo ir pra guerra?”, ri. Apesar de não ter feito parte do Diretório Central dos Estudantes enquanto estudava medicina na UCS, Marlonei diz que atuava nas questões internas do curso. “Quem estuda Medicina não tem tempo para participar de outros movimentos. Mas eu era líder de classe na faculdade, sempre fui”, conta. Ele escolheu a profissão aos 17 anos, enquanto cursava o Ensino Médio por influência de amigos filhos de médico. Depois de formado, em 1976, trabalhou como legista no Hospital Saúde, onde atua até hoje na emergência, e na Polícia Civil.
A ditadura militar estava terminando quando Marlonei começou a trabalhar na polícia. Apesar de conhecer legistas em Caxias que teriam sofrido pressão durante o regime, ele diz nunca ter sido intimidado. “Não tenho queixa nenhuma quanto a isso. Nunca se meteram comigo”, afirma. E completa: “Imagina. Não teriam essa petulância.”
Marlonei entrou para o sindicato em 1979, como suplente, um ano depois de ser contratado pela Universidade de Caxias do Sul. Passou por vários cargos entidade e, em 1988, assumiu a presidência. Ocupa esse cargo desde então, exceto por um período em que foi secretário municipal da saúde.
Na UCS, ministrou as matérias de Ética Médica e Medicina Legal. Permaneceu na instituição até 2006. Ele confessa que incentivava o corporativismo como professor. “Sempre. Dentro da aula, sem dúvida.” O médico alega que sua saída ocorreu por causa de uma desavença. “Houve um desentendimento político com a reitoria e a coordenação do curso da época. Entendia que o ensino da Medicina deveria ser diferente da proposta deles. Tinha muito a ver com a lei do Ato Médico. Então, fizemos um acordo na Justiça. Saí porque quis”, afirma.
A diretora do Centro de Ciências da Saúde na época, Nilva Rech Stédile, apresenta razões diferentes. Ela conta que, no momento da saída, o curso de Medicina passava por uma reformulação. “Existiam 70 disciplinas, que foram agrupadas em 20 unidades médicas. Havia necessidade de um número menor de professores e ele não tinha mestrado ou doutorado, nem perspectivas de fazê-los”, relembra. Sobre motivações políticas, a professora diz desconhecê-las. O que sabe é que o médico teve um desentendimento com o então presidente da Fundação Universidade de Caxias do Sul, Nestor Perini.
“Ele agrediu verbalmente o presidente em uma assembleia do curso. O afastamento dele foi feito pela direção da unidade, a diretora do centro, que era eu, e o colegiado do curso. Mas Perini nunca me pediu que o afastasse por causa da discussão”, afirma Nilva.A militância sindical de Marlonei não se limitou a Caxias. Na Federação Nacional dos Médicos, foi secretário geral e vice-presidente. Em 1985, se tornou conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), do qual foi vice-presidente entre 1993 e 1998. Também representou o Estado no Conselho Federal de Medicina. Ele afirma que o envolvimento com o sindicalismo veio quase que de forma natural. “Sempre gostei do movimento estudantil. Aí é um passo. Ou você entra na política, ou no movimento sindical.”
Mas Marlonei também se envolveu com política. De centro-esquerda e brizolista, ele garante nunca ter se filiado a um partido. Apesar disso, em 1989, assumiu, na administração Mansueto Serafini Filho, a recém-criada Secretaria da Saúde, cargo que ocupou até 1993. Da época em que foi o primeiro secretário de saúde de Caxias e presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marlonei guarda lembranças ruins. “Não me deixou nenhuma boa recordação. Não sei se hoje ainda é assim, mas foi muito complicado trabalhar na área administrativa. Especialmente numa secretaria que estava em implantação, sem infraestrutura nenhuma. Antes, era a Secretaria de Habitação que atendia pessoas que não tinham plano de saúde. Em seguida, veio o SUS”, relembra.
O médico recorda que participou de todas as conferências que criaram o projeto do que viria a se tornar o Sistema Único de Saúde. Entre a 8ª Conferência Nacional da Saúde e a aprovação da lei que regulamentava o SUS no Congresso, em 1990, representou a Federação e o Sindicato nas discussões. “O projeto é bom, o que falta é o financiamento. Em Caxias, não houve vontade política do prefeito para implantar a municipalização logo que foi aprovada. O pessoal tinha medo e, até certo ponto, tinham razão. Ainda hoje, são cerca de 17 municípios no Estado que têm SUS com gestão plena.”Com a experiência de 31 anos no sindicalismo, 18 deles como presidente, Marlonei afirma que a participação nesse movimento exige muito de quem se envolve com ele. Aposentado como legista da polícia desde 1994, hoje atende nos plantões da Unimed e do Hospital Saúde, além de fazer parte da Comissão Nacional pelo Ato Médico. No Sindicato, precisa conciliar o trabalho com as atribulações de um dos períodos mais complicados de sua gestão. “O Sindicato atua na esfera pública e na privada. Esse é o momento mais difícil na pública. Na privada, já tivemos ‘peleias’ grandes com os planos de saúde e hospitais.”
A mobilização para a greve, revela Marlonei, é feita pela internet. “Os modernos movimentos de hoje são assim. Não tem alto-falante. Durante a greve, se institui uma comissão. Mas a maioria dos médicos adere por comando de voz. Não vai trabalhar, não vai. Vai, vai”, expõe. De acordo com o Código de Ética dos médicos, o profissional que não aderir ao movimento grevista pode ser denunciado ao Conselho Regional de Medicina e sofrer um processo ético profissional. “Nem precisa denunciar. Agora, por causa da liminar, vamos ter dificuldades de manter a emergência. Todo mundo quer parar, estão revoltados”, alega. Ele espera reverter a decisão judicial para, imediatamente, retomar a greve.A reivindicação do Sindicato é que se crie um plano de carreira para a categoria e que o piso dos médicos que trabalham 20 horas na rede municipal passe de R$ 2.114,43 para R$ 7.503,18, reajuste 254,8% – embora Marlonei não gosta de falar em percentuais. O valor é baseado em duas propostas de lei que tramitam no Congresso. “Não estamos pedindo percentual de aumento de salário. Os R$ 7 mil e o plano de carreira são metas a serem alcançadas. O imediato é o reajuste que eles tinham que propor. Queremos que a categoria ganhe carreira de Estado, como promotores e juízes, porque temos formação adequada”, defende Marlonei. O sindicalista reconhece, no entanto, que somente quem ocupa cargos de direção ou de confiança no sistema recebe valores semelhantes hoje.
Marlonei também cita uma suposta proposta que a prefeitura teria redigido em reunião entre o Sindicato e a Secretaria da Saúde – e que ele apresentou publicamente em uma audiência na Câmara. “Eles fizeram uma proposta de aumento e retiraram, só Deus sabe por que”, alega.>>> LEIA TAMBÉM: “A secretária nos traiu”, reclama presidente do Sindicato dos Médicos
Segundo o secretário de Recursos Humanos, Edson Mano, a prefeitura não redigiu tal proposta. “Em uma reunião interna foi feita uma minuta, que seria avaliada pela prefeitura. O que o Marlonei tentou induzir foi que houve uma proposta. Não foi uma atitude muito ética”, critica. Mano conta que, depois da reunião, mais duas minutas teriam sido feitas para apresentar ao Sindicato. Uma sugeriria a diminuição da carga de 20 para 10 horas, outra era sobre modificação dos salários dos médicos para o sistema de subsídios, como os servidores da Polícia Federal. Nesse regime, explica Mano, o servidor é contratado com um salário maior, mas o salário-base é congelado, somente corrigido pela inflação. O secretário revela que, diante da atitude de Marlonei na Câmara, a prefeitura desistiu de apresentar a ele essas minutas.A resolução do conflito entre médicos e prefeitura não parece estar próxima. Para Marlonei, a ação judicial dificultou o diálogo. Na quinta-feira (6), em uma reunião entre representantes do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv) e cinco secretários para discutir o aumento do funcionalismo público, a questão dos médicos retornou à pauta. De acordo com Edson Mano, esse item voltará a ser tratado no próximo encontro, que dará continuidade à discussão do reajuste dos municipários. A dificuldade está, segundo ele, na diferença entre o aumento pedido pelos médicos e o solicitado pelos demais servidores do município. “O problema está no impacto com o resto dos servidores. O que concedermos para os médicos como aumento, mais cedo ou mais tarde, terá que que ser dado para os outros”, argumenta.
Segundo o presidente do Sindserv, João Dorlan, há divergências entre os dois sindicatos. “A diferença está na metodologia do que reivindicamos. Queremos atrelar o aumento de salário ao das receitas do município e dar continuidade à política de trimestralidade conquistada no governo Pepe. A meta dos médicos é uma luta nacional. Respeitamos, mas é uma meta difícil de ser alcançada”, avalia. Apesar disso, Dorlan afirma ter colocado o Sindserv à disposição dos médicos.Outro fator que pode influenciar a negociação é um processo movido pelo Ministério Público contra o Município. A ação questiona o acordo firmado entre a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs) e a prefeitura em 2004. Em Caxias, 108 médicos são contratados pelo convênio. Eles trabalham no Samu, no Projeto de Saúde Bucal e no Programa de Saúde da Família. De acordo com o segundo promotor de Justiça Especializada de Caxias do Sul, Adrio Rafael Paula Gelatti, o acordo fere a exigência constitucional de contratação de servidores por concurso público. “São funções próprias da saúde do município, chefiadas por ele e que necessitam de concurso para ingresso”, argumenta Gelatti. O Tribunal de Contas do Estado também considerou o acordo ilegal.
A ação civil pública contra o município e a Faurgs, que busca a anulação dos contratos, começou em março de 2007. De acordo com o promotor, na semana passada a última testemunha do processo, a secretária municipal da Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi, foi ouvida, e uma sentença deve sair até a metade do ano.>>> LEIA TAMBÉM: Greve coloca a saúde em risco
Além desse processo, Gelatti fez uma recomendação ao município sobre a situação do atendimento médico na rede pública de Caxias. A partir de uma investigação do MP, que comprovou que os médicos não cumprem o horário pelo qual são contratados e que o município não fiscaliza para que o façam, a recomendação foi emitida, em 2 de março de 2009. De acordo com o inquérito civil, a promotoria e a Secretaria da Saúde se reuniram diversas vezes entre junho e outubro de 2008 e se verificou desinteresse da administração municipal em resolver de forma consensual as situações apuradas pela investigação.
Houve um prazo de seis meses, prorrogado para mais seis em fevereiro, para que o município seguisse a recomendação. Ela sugere, entre outras coisas, que a fiscalização das horas trabalhadas seja feita através de ponto eletrônico, ação estendida a todos os servidores municipais, e que se implante um plano de carreira com remuneração condizente com a carga horária dos médicos. Ao final do novo prazo, caso a administração não atenda ao MP, pode ser alvo de uma medida judicial com objetivo de obrigar o município a agir.
O promotor reconhece a dificuldade de resolver o problema. “Essa situação não é isolada de Caxias do Sul, é uma situação histórica que acontece em vários municípios. Mas, na cidade, há uma situação extrema, que salta aos olhos: um cumprimento de carga horária muito inferior ao que está estipulado em contrato”, afirma. Gelatti critica a atitude do Município e diz que ele fecha os olhos ao problema. “Isso cria um desajuste de atendimento e um problema com os demais setores. É uma categoria que é contratada por horas de trabalho, não por número de atendimentos ou por produtividade”, alega. Para o promotor, terminado o novo prazo e sem ações efetivas, não há possibilidade de nova prorrogação. “A investigação está pronta. Não atendida a recomendação, podemos entrar imediatamente com a ação.”Temperamental com a imprensa, Marlonei tanto pode conceder longas entrevistas como simplesmente ignorar tentativas de contato. Também já não surpreendem suas bruscas mudanças de ideia: uma fotografia marcada pode ser cancelada momentos antes do horário combinado – como aconteceu nesta reportagem, aliás. Entretanto, na tarde de terça-feira (4), quando recebeu apenas o repórter, Marlonei foi solícito. No encerramento da entrevista, disse que acabou falando sobre mais assuntos do que havia programado. E despediu-se indicando que sua artilharia verbal, tão utilizada nos últimos tempos, está longe de ficar sem munição: “Eu não tenho segredos. Não tenho travas na língua”.
Foto: Marlonei explica as reivindicações: “Os R$ 7 mil e o plano de carreira são metas a serem alcançadas. O imediato é o reajuste que eles tinham que propor” | Crédito: Maicon Damasceno/O Caxiense
Da 23ª edição impressa














