Torneios de laço atraem jovens para o tradicionalismo
por Dimas Dal Rosso | 14/01/2012 às 19:29
Gleizer cavalga desde os 5 anos.

Rafael dos Reis
Laçar um boi assustado em cima de um cavalo não é uma tarefa fácil. O clima chuvoso só dificulta ainda mais, enche todos os locais com barro e aumenta consideravelmente o cheiro ruim dos animais. É preciso muito amor ao tradicionalismo para encarar tudo isso. Esse sentimento está presente em muitos jovens que participaram, lado a lado com os mais velhos, da primeira etapa do Campeonato Regional de Laço do 24° Rodeio Crioulo Nacional de Caxias do Sul que aconteceu na tarde deste sábado (14). Neste domingo (14), ocorre a 2ª etapa da competição, que reuniu 470 competidores de 47 entidades tradicionalistas diferentes.
Esses jovens não dão muita bola para o videogame: o cavalo sempre foi a sua principal diversão. Rafael dos Reis, de 19 anos, é um deles. Com 5 anos ele começou a laçar bois de madeira. Com 7 anos ele ganhou o seu primeiro cavalo e iniciou suas participações em torneios de laço. Para Rafael, nada mais importa quando tem um rodeio para ir.
“Pode ter sol, chuva ou neve, se tem um rodeio marcado eu estarei lá”, afirma.
Toda a paixão pelo tradicionalismo vem de berço. A família inteira de David Fortes, de 17 anos, participa de rodeios. O jovem, que laça desde os 14 anos, conta que recebeu todo apoio dos pais para participar do esporte.
“Foram eles que me apresentaram as laçadas. Hoje eles fornecem tudo que eu preciso para o esporte, desde apoio financeiro até psicológico”, afirma.
Algumas garotas também se aventuram no esporte. A menina Gleizer Machado, de 14 anos, esqueceu as bonecas no seu quinto ano começou a andar a cavalo e correr atrás da boiada. Mas trata o esporte como um divertimento, apesar dos incentivos do pai e do avô.
“Eu pretendo estudar para me tornar uma comissária de bordo, os cavalos ficarão mais como hobby”, conta.
Outra que também começo cedo, com 8 anos, foi Scheila Machado. Hoje ela está com 21 anos e segue a carreira de laçadora. A jovem defende a importância de herdar esse sentimento da família.
“É tudo passado de pai para filhos. Para estar aqui com esse tempo tem que ter muito amor pelo laço. Acho que é o caso de todo mundo aqui”, afirma.
O Rodeio Crioulo se encerra no próximo fim de semana.

















Comentários
14 de January de 2012 às 20:21
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