Bônus a servidores custa R$ 217,4 mil por mês
por Gesiele Lordes | 18/10/2011 às 12:20
136 funcionários recebem extra
Um grupo de 136 servidores públicos municipais recebe R$ 217.396 por mês de uma bonificação apontada como a principal responsável pelos supersalários na administração. Em média, cada um desses funcionários, que trabalham na prefeitura ou outros órgãos públicos, recebe R$ 1.598,58 mensais por meio do Regime Especial de Tempo Integral (Reti). O programa prevê um aumento de 50% nos rendimentos para que ele amplie a jornada de 33 horas ou 36 horas para 44 horas semanais.
O valor, equivalente a quase 1% da folha mensal de pagamento, é o bastante para, a cada dois meses, erguer uma passarela aos moldes da estrutura em construção na BR-116, no bairro São Ciro. Mas a prefeitura gasta mais ainda com o Reti. Pelo menos outros 220 servidores já incorporaram o bônus aos salários por recebê-lo por mais de oito anos - por isso, o Município tem mais dificuldade para calcular o benefício destinado a esse conjunto de funcionários.
O secretário de Logística e Recursos Humanos, Edson Mano, promete divulgar, nas próximas horas, uma lista com o salário do funcionalismo. Ele se reuniu na manhã desta terça-feira (18) com o procurador-geral do Município, Lauri Romário Silva, para concluir a relação e a forma de torná-la pública.
A discussão sobre o bônus vem à tona depois da polêmica aberta com a divulgação de que pelo menos 17 servidores da Câmara de Vereadores recebem mais do que os próprios parlamentares. O presidente da Câmara, Marcos Daneluz (PT), culpou o Reti pelas distorções – a funcionária que serve cafés, por exemplo, recebe R$ 4,1 mil por mês (mais da metade do salário dos legisladores). Também argumentou que a situação se estende a outros setores da administração pública, como a prefeitura.
Mano admite o pagamento do bônus na prefeitura, mas faz ponderações. De acordo com o secretário, o valor ainda é menor do que seria pago em horas extras a um engenheiro com 15 anos de serviço, por exemplo.
“Não existe exagero nem ilegalidade”, afirma.
Ele defende a atual administração. Diz que, desde 2008, a prefeitura não contemplou novos servidores com o benefício.
“A grande maioria já recebia o Reti antes de nós assumirmos”, ressalva.
Mesmo considerando que não há exageros, a prefeitura prepara mudanças para os servidores municipais. Uma comissão paritária discute a padronização das cargas horárias dos servidores em 40 horas semanais, em vez das atuais jornadas de 33 horas ou 36 horas. Também faz uma reclassificação dos cargos e salários dos servidores públicos. O cargo de auxiliar administrativo, por exemplo, é um dos que, possivelmente, será extinto dos concursos públicos.

















Comentários
18 de October de 2011 às 13:41
Ninguém senão os próprios trabalhadores sabem de suas dificuldades salariais, e os Sindicatos existem para lutar a favor dos anseios da classe trabalhadora. Então… sabendo-se que a greve (assegurada como um direito sagrado pela Constituição) é a única arma que os trabalhadores tem para ober conquistas, conclamo todas as classes trabalhadoras descontentes com o salário e as condições de trabalho da iniciativa privada e pública a fazerem a greve para conquistar seus direitos. Esperar benefícios dos empregadores é ilusão.
20 de January de 2012 às 09:26
[...] tentar evitar novas distorções, a prefeitura trabalha em um projeto que pretende padronizar a carga horária dos atuais servidores em 40 horas semanais. O texto está sendo finalizado por uma comissão paritária. A diretora-geral e secretária [...]
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