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    Jéssica Thomé

    por O Caxiense | 10/06/2011 às 10:52

    Jéssica Thomé

    “Sou uma prenda ‘de a cavalo’ e faço pátria nos arreios”, diz a letra da música Prenda e Cavalo, revelando um pouco da personalidade da acordeonista Jéssica Thomé, 20 anos, candidata do distrito de Fazenda Souza. Aos oito anos, ela tocava flauta doce na banda da escola Padre João Schiavo. Aos 10, começou a dançar invernada no CTG. Aos 12, apaixonou-se pela música tradicionalista e pelo acordeon. Ao mesmo tempo, e desde que se lembra, acompanhava os avós no coral de São Brás, que canta músicas em dialeto vêneto. E, quando toda a família juntava-se para assistir aos desfiles da Festa da Uva, a menina sonhava: “Um dia, serei soberana”.
    Jéssica foi criada em meio a campos, parreirais e cavalos – ou melhor, “dois cavalos, um bagual e uma égua”, especifica. Seu avô, orgulha-se, teria sido o primeiro campeiro serrano a comprar uma mula, em Ana Rech. “Também guardamos até hoje a carteira de carreteiro do meu bisavô”, acrescenta.
    Como a diferença entre irmãos é grande – o mais velho, Cláudio, tem 25 anos, e o mais novo, Pedro, tem 13 – e ela não tinha muito com quem brincar, foi para a escola cedo, um ano antes do habitual. “Minha mãe não me aguentava em casa, porque eu não era fácil. Nunca gostei muito das brincadeiras de menina, sempre gostei das coisas de menino mesmo. Andava muito ligada no pai”, conta.
    Na universidade, a segunda opção, Jornalismo, acabou sendo a primeira escolha, já que os pais, Antônio e Marinês Thomé, ficaram apreensivos com a ideia da guria indo morar fora para estudar sua verdadeira paixão, Música. Quando o curso finalmente abriu na Universidade de Caxias do Sul (UCS), ela não teve dúvidas, e hoje é aluna dos dois cursos. No ano passado, lançou um CD independente e conciliou os estudos com a turnê do espetáculo Mario Quintana – O poeta das coisas simples. “Sonho em ser uma espécie de Borghettinho, fazer show solo, recitais… Vou continuar lutando”, adianta.
    Jéssica já tinha vontade de se candidatar ainda em 2009, mas achou melhor esperar para estar mais madura. “Quero ajudar a festa a alcançar o sucesso que merece. Ela retrata o trabalho e a diversidade cultural dos caxienses, quero levar essa imagem para a região e para fora”, argumenta. Em 2010, ela trabalhou na festa como estagiária da Secretaria da Cultura. Em 2008, com o vestido de uma embaixatriz da festa anterior, desfilou no carro de Fazenda Souza. “Eu até chorei no final. Se assim já foi emocionante, imagino como seria se eu fosse embaixatriz ou soberana.” Se o sonho se realizar, ela quer mostrar a importância da ligação entre o interior e a cidade: “55% do território de Caxias é interior. Aqui, a zona rural e a urbana dependem uma da outra, desde a colheita até a venda. Quero mostrar para a festa que somos a soma de tudo isso”.

    “Sou uma prenda ‘de a cavalo’ e faço pátria nos arreios”, diz a letra da música Prenda e Cavalo, revelando um pouco da personalidade da acordeonista Jéssica Thomé, 20 anos, candidata do distrito de Fazenda Souza. Aos oito anos, ela tocava flauta doce na banda da escola Padre João Schiavo. Aos 10, começou a dançar invernada no CTG. Aos 12, apaixonou-se pela música tradicionalista e pelo acordeon. Ao mesmo tempo, e desde que se lembra, acompanhava os avós no coral de São Brás, que canta músicas em dialeto vêneto. E, quando toda a família juntava-se para assistir aos desfiles da Festa da Uva, a menina sonhava: “Um dia, serei soberana”.

    Jéssica foi criada em meio a campos, parreirais e cavalos – ou melhor, “dois cavalos, um bagual e uma égua”, especifica. Seu tataravô, orgulha-se, teria sido o primeiro campeiro serrano a comprar uma mula, em Ana Rech. “Também guardamos até hoje a carteira de carreteiro do meu bisavô”, acrescenta.

    Como a diferença entre irmãos é grande – a mais velha, Cláudia, tem 25 anos, e o mais novo, Pedro, tem 13 – e ela não tinha muito com quem brincar, foi para a escola cedo, um ano antes do habitual. “Minha mãe não me aguentava em casa, porque eu não era fácil. Nunca gostei muito das brincadeiras de menina, sempre gostei das coisas de menino mesmo. Andava muito ligada no pai”, conta.

    Na universidade, a segunda opção, Jornalismo, acabou sendo a primeira escolha, já que os pais, Antônio e Marinês Thomé, ficaram apreensivos com a ideia da guria indo morar fora para estudar sua verdadeira paixão, Música. Quando o curso finalmente abriu na Universidade de Caxias do Sul (UCS), ela não teve dúvidas, e hoje é aluna dos dois cursos. No ano passado, lançou um CD independente e conciliou os estudos com a turnê do espetáculo Mario Quintana – O poeta das coisas simples. “Sonho em ser uma espécie de Borghettinho, fazer show solo, recitais… Vou continuar lutando”, adianta.

    Jéssica já tinha vontade de se candidatar ainda em 2009, mas achou melhor esperar para estar mais madura. “Quero ajudar a festa a alcançar o sucesso que merece. Ela retrata o trabalho e a diversidade cultural dos caxienses, quero levar essa imagem para a região e para fora”, argumenta. Em 2010, ela trabalhou na festa como estagiária da Secretaria da Cultura. Em 2008, com o vestido de uma embaixatriz da festa anterior, desfilou no carro de Fazenda Souza. “Eu até chorei no final. Se assim já foi emocionante, imagino como seria se eu fosse embaixatriz ou soberana.” Se o sonho se realizar, ela quer mostrar a importância da ligação entre o interior e a cidade: “55% do território de Caxias é interior. Aqui, a zona rural e a urbana dependem uma da outra, desde a colheita até a venda. Quero mostrar para a festa que somos a soma de tudo isso”.

    Do Caderno Especial das Candidatas a Rainha da Festa da Uva, publicado na edição 78.

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