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    Prefeitura busca alternativa para chácara que abriga animais

    por Robin Siteneski | 28/04/2011 às 7:10

    Segundo o chefe de Gabinete da prefeitura, Edson Néspolo, o Município pretende intervir para buscar um local para manter os cerca de 200 cães e gatos da chácara de Flávio Soares Dias. No último dia 25, a juíza Luciana Fedrizzi Rizzon determinou o despejo de Flávio e dos animais por falta de pagamento do terreno.

    “Assim como o Município cedeu um terreno para a Soama, podemos doar um para o Flávio. Estamos levantando possíveis áreas e como resolver a questão legal. Pela urgência do caso, acho que poderemos apresentar uma resposta em uma semana”, afirma Néspolo.

    O secretário de Planejamento, Paulo Dahmer, informa que assim que Flávio entrar com um pedido de processo administrativo para que a prefeitura estude a doação, o município informará a juíza, na esperança que Flávio e os cães não sejam despejados imediatamente.
    “Esperamos que, com a informação de que o Flávio está buscando uma alternativa, a juíza ajude a intermediar uma negociação para que ele fique na área até que consigamos um novo local.”
    Dahmer, no entanto, prevê que somente o estudo da Seplan ultrapassará do tempo apontado pelo chefe de gabinete para resolver a questão.
    “Acredito que, em dez dias, a secretaria encaminhará o local escolhido para que a Procuradoria Geral do Município dê andamento ao processo administrativo”, afirma.

    O secretário de Planejamento, Paulo Dahmer, informa que assim que Flávio entrar com um pedido de processo administrativo para que a prefeitura estude a doação, o Município informará a juíza, na esperança que o despejo não ocorra imediatamente.

    “Esperamos que, com a informação de que o Flávio está buscando uma alternativa, a juíza ajude a intermediar uma negociação para que ele fique na área até que consigamos um novo local.”

    Dahmer, no entanto, prevê o estudo da Seplan vai levar mais tempo do que o previsto por Néspolo para resolver a questão.

    “Acredito que em 10 dias a Secretaria encaminhará o local escolhido para que a Procuradoria Geral do Município dê andamento ao processo administrativo”, diz Dahmer.

    A desocupação da chácara depende de manifestação das partes. Apesar de o prazo ter terminado nesta terça (27), a juíza responsável pelo caso aguarda novo pedido dos advogados do proprietário, informando que Flávio não deixou o imóvel, para designar um oficial de justiça que encaminhe a desocupação compulsória.

    Segundo o advogado do dono do terreno, José Arlindo Primieri, Flávio Dias teria admitido em depoimento que não comprou o imóvel de João Luiz Basso e que teria pago o valor da chácara com um cheque sem fundo para a pessoa com quem negociou – que não teria autorização de Basso para comercializar o espaço.

    “Ele se apossou do imóvel há mais de oito anos e sabia que teria que sair. A propriedade não está em questão, o terreno é do meu cliente”, afirma Primieri.

    Flávio Dias confirma que não comprou o terreno de Basso.

    “Comprei de um ‘laranja’ e, quando descobri que tinha imposto atrasado, não paguei pelo terreno e o meu advogado entrou na Justiça. O dono do terreno pediu que eu pagasse pelo imóvel à vista diretamente para ele. Eu não tinha o dinheiro e tenho certeza que teria que pagar para quem eu negociei o terreno (um consórcio)”, afirma Flávio.

    O proprietário do imóvel acrescenta que a chácara fica em área de captação do Sistema Maestra. O Sistema Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) entrou com uma ação contra ele e, depois, incluiu Flávio e sua esposa, Maria Beatriz dos Reis Dias, no processo.

    “Já existe uma decisão para ele sair de lá por causa da bacia de captação faz mais de um ano, uma ação demolitória por causa de uma construção irregular. É um desfavor à comunidade manter tantos cães lá”, diz Basso.

    Na última terça (26), antes da divulgação da decisão que pede a reintegração de posse, o Ministério Público reuniu Flávio, a Sociedade Amigos dos Animais (Soama) e a vigilância sanitária, que representava a Secretaria de Saúde, para tentar buscar uma alternativa à situação da chácara.

    “Qualquer um que mora em Caxias sabe que a Soama não tem condições de abrigar os animais da chácara do Flávio. Faltou bom senso à juíza (que pede, na sentença, que a Soama acompanhe a reintegração de posse). Nos oferecemos para cuidar de 10 cães velhos e doentes, mas o Flávio disse que aqueles com mais dificuldades de ser adotados já foram. O que está acontecendo prova que o recolhimento sistemático de animais não dá em nada, quem sofre são os animais”, afirma a diretora de marketing da Soama, Natasha Oselame Valenti.

    A promotora Janaina De Carli dos Santos informa que o Ministério Público havia pedido que Flávio parasse de recolher animais, o que ele não teria cumprido. Sobre o pedido na sentença da juíza Luciana Fedrizzi, a promotora diz que o MP não tem mais o que fazer sobre o caso.

    A diretora de vigilância de saúde da Vigilância Sanitária, Arlete Viezzer, assegura que a Secretaria de Saúde fez sua parte, que seria castrar os animais. Segundo ela, apenas seis ainda não foram castrados.

    “Dos animais quem tem que dar conta é ele, que é o dono”, diz Arlete.

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    12h03 | 28.abr.11

    Categoria: Geral | Tags: adoção[,animais abandonados,caxias do sul,flávio dias,mp,prefeitura,soama

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    Comentários

    • claudia
      28 de April de 2011 às 11:48

      “O homem pode pedir um prato de comida, pode pedir um analgésico para a dor, mas um animal, doente, com fome e com dor é enxotado…
      O desdém, o descaso e a indiferença que a maioria dos seres humanos reserva para os animais é assustador.
      Eles são capazes de amar sendo você bonito ou feio, rico ou pobre, baixo ou alto, gordo ou magro. Qual ser humano é capaz disso? E nós é que somos superiores…
      Gostaria de pedir à Natascha da SOAMA sobre a declaração dela… onde estariam esses 300 animais se ele não tivesse recolhido sistematicamente os mesmos da rua????? maltratados e doentes???? a SOAMA?? Eles tem um lar, carinho e cuidados…. é um exemplo para todos.

    • Éverton Rigatti
      28 de April de 2011 às 14:06

      Não entro no mérito da questão judicial sobre o terreno , que parece estar resolvida.Me preoucupa a situação dos cães e gatos que lá estão.Cabe aqui uma pequena comparação Sabem qual é um dos maiores gastos da prefeitura de Caxias do Sul? Internações de drogaditos. Seres ditos racionais, que fazem uma escolha consciente. Sob o efeitos de drogas nos assaltam, matam nossos amigos e familiares e depois ainda temos que bancar o tratamento destes “anjinhos”. Muito bem. E esses pobres animaizinhos, que nenhum mal nos fazem, e só nos pedem um pouco de carinho, também não merecem algum tipo de auxílio do poder público? Segundo a coordenadora de vigilância sanitária do município, o problema é do Flávio. Não, dona Arlete, o problema é de todos nós. Pelo menos dos que tem um pouco de sensibilidade para com o sofrimento de seres que não tem escolhas a fazer. Mas fica bem simples entender por que não existe grande interesse em amenizar o problema dos animais abandonados. Eles não tem título eleitoral.

    • claudia
      28 de April de 2011 às 14:25

      Parabéns pelo comentário Éverton. Concordo plenamente com você.

    • Andre
      28 de April de 2011 às 16:11

      E depois querem que eu tenha esperança neste país, com p minusculo SIM, olha o que a Sra Arlete suposta diretora da Vigilância sanitária DIZ nos castramos agora é responsabilidade do DONO, o Sr. Flavio recolhe cão por hobby ou esporte !!!! tenho que ouvir isto de uma Diretora de Saúde é Brabo,,, depois quando digo que pago impostos que não é pouco, serve para pagamentos de pessoas totalmente sem capacidade de ocuparem cargos públicos ou seja desqualificadas com certeza se trata de mais um cargo político.FAZER O QUE PAÍS DO FUTEBOL E CARNAVAL ,EÉÉ BRABO MESMO…..

    • Sueli Carvalho
      29 de April de 2011 às 11:32

      Sra. Arlete Bem se vê que se trata de uma pessoa totalmente despreparada para o cargo e sem um pingo de sensibilidade. O problema não é do Flávio é de todos nós e principalmente do poder público que tem obrigação de agir e nós que gostamos de animais vamos cobrar isso.

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