Ministro da Cultura comemora investimento de empresas caxienses
por O Caxiense | 30/08/2010 às 17:43
O ministro da Cultura Juca Ferreira (PV) visitou a cidade e participou da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) nesta segunda-feira. A atividade faz parte do Mês da Cultura da CIC.
Ferreira apontou a importância do acesso pleno à educação e à cultura para a formação dos brasileiros. As duas andam juntas em diversos projetos do Ministério da Cultura (MinC).
“Cultura passou a ser tratada como necessidade básica. Sendo assim, é direito de todo brasileiro e é função do governo oferecer.”
Segundo o ministro, a visão de educação somente na área de formação prejudicou as novas gerações, que não devem se ater somente ao básico. Ao ir além, provoca mobilidade dentro das atividades, melhor compreensão de mundo e ensina a lidar com novas tecnologias.
“Cultura é fundamental para sustentabilidade e realização da condição humana”, sintetiza Ferreira.
Quanto a iniciativas fiscais, Ferreira citou a Lei Rouanet, onde aproximadamente 6% das empresas que podem fazer uso desta isenção de impostos ao estimular atividades culturais a utilizam.
“Espero que os empresários de Caxias descubram as leis federais”, afirmou.
Porém, o grande elogio do evento foram aos agraciados pelo troféu Empresa Amiga da Cultura, onde a CIC premia empresários que investem em cultura na cidade.
“Nada é mais produtivo para uma empresa. Isso deve se tornar exemplo no Brasil.”
O ministro conta que a maioria que não investe, no caso de pequenas e médias empresas, é por terem medo de uma fiscalização excessiva na sua contabilidade.
“Essa lenda existe e é inibidora”, diz Ferreira.
Cerca de seis novas leis esperam a passagem das eleições para serem aprovadas no Plenário. Uma delas é o vale-cultura, onde, de acordo com o ministro, R$ 50 vão para o bolso de trabalhadores com a função de proporcionar lazer, na compra de CD ou livro, por exemplo.
“Diria que está aprovado já.”
Contudo, uma complicação foi causada, com a inclusão de ampliar o benefício para aposentados, que o ministro pensa que será motivo de veto.
Para o relativo fracasso da implantação de Pontos de Cultura em Caxias, Ferreira pensa que o motivo seja a descrença de entidades em si.
“Às vezes eles não acreditam que serão beneficiados ou nem tem estrutura administrativa para preenchimento de ficha de inscrição. É uma descrença histórica que precisa ser superada.”
A resposta seria uma assessoria oferecida pela prefeitura, atitude que deu certo em outras cidades do país.
Foto: Ministro elogiou empresas agraciadas pelo troféu Empresa Amiga da Cultura | Crédito: Julio Soares, Divulgação/O Caxiense
Publicado às 17h43 de 30 de agosto de 2010.














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