Alceu e Kalil negam ter patrocinado coquetel da Helen Keller
por O Caxiense | 23/08/2010 às 13:50
“Nós tivemos com os nossos colaboradores, Sr. Deunir Argenta, Grupo Ditrento, o Kalil Sehbe, que também patrocinou este coquetel, Alceu Barbosa Velho e Luiz Carlos Muniz. Nosso muito obrigado.” As frases, ditas pela diretora da Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Helen Keller, Maria Alice Rodrigues, ao final da sessão em homenagem aos 50 anos da instituição, na última terça (17), acabaram em desconforto para os dois políticos pedetistas, Alceu e Kalil, que estão em período eleitoral, concorrendo a cargos de deputado estadual e federal, respectivamente.
Como o patrocínio neste período é considerado crime eleitoral (Lei n 9.504/97, art. 23, parágrafo 5º, que veda a ajuda de qualquer espécie feita pelo candidato), a diretora da escola solicitou a retirada dos anais do trecho em que agradece aos dois, e explica que se expressou mal, afirmando que Kalil e Alceu não patrocinaram o coquetel. O presidente da Câmara, Harty Moisés Paese, decidirá se retira o agradecimento.
Maria Alice explica que no momento em que se pronunciava na Câmara os nomes dos dois foram passados a ela em papéis, a fim de agradecê-los pela participação na escola ao longo dos anos:
“Pediram para agradecer Kalil e Alceu, que sempre foram colaboradores da escola e da sociedade. Quem pagou esse coquetel foi o Roque Andreazza, o Deunir Argenta e o Luiz Carlos Muniz. Isso me chegou na mesa e eu fiz a confusão. O Roque me passou um papelzinho para eu agradecer a ele e ao Luiz Carlos. E tinha outro papel, escrito pelos surdos, tanto que tinha erros de português, onde tinha o nome dos dois políticos. Mas de forma nenhuma era pelo coquetel”, diz a diretora da escola.
Tanto Kalil quanto Alceu demonstram irritação ao comentar o ocorrido. Segundo Kalil, prender-se a um “erro de expressão” é vontade de pessoas mal intencionadas:
“É uma satisfação ser relacionado com o Helen Keller, porque faz mais de 30 anos que trabalho com eles, e não trabalho em período de eleição. Eu sei o que pode e o que não pode na lei e jamais faria doação em período eleitoral, isso deve ser de pessoas que pensam pequeno e se prendem em picuinha. Em vez de se prenderem em pedir cópia de fita e pedir retirada dos anais, deveriam ajudar a escola Helen Keller”, diz Kalil.
Alceu diz que não participou do coquetel, nem da homenagem, e que tampouco sabia que a escola estava sendo homenageada naquela sessão:
“Eu não sabia de nada. Até achei que a homenagem era para a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A gente sempre está envolvido e ajudando. Eu sempre ajudei a escola e participei ativamente das promoções deles, mas para a cerimônia eu nem sabia”, explica.
Ele afirma que não solicitou à diretora da escola que retirasse o agradecimento:
“Eu não tenho que pedir nada pra ninguém. Ela disse que eu sou um colaborador, mas desse fato eu não sabia de nada. Em coquetel não tenho nada a ver. Sei que eles tiraram porque viram na sessão gravada da Câmara”, diz Alceu.
O diretor da Câmara, e também presidente do PDT (partido dos dois políticos envolvidos), Luiz Carlos Muniz, confirma que foi um dos patrocinadores do coquetel:
“A diretora fez agradecimento para três ou quatro que tinham ajudado a propor o coquetel, e eu fui um dos que ajudaram. Mas ela quis se referir a outros agradecimentos e citou o nome deles, pela contribuição com a escola. Daí naquele momento não ficou claro. Estão dando mais valor a isso do que outras coisas muito mais importantes de uma campanha. Não houve nada de irregularidade. Todo mundo sabe que em momentos de campanha não se patrocina. Seria muita ingenuidade”, afirma Muniz.
Foto: Helen Keller completou 50 anos com homenagem na Câmara e coquetel | Crédito: Maicon Damasceno/O Caxiense
Publicado às 17h34 de 23 de agosto de 2010.














Comentários
23 de August de 2010 às 18:10
Ok. A diretora não falou o correto, isso e aquilo. O diretor da Câmara pensa que todo mundo é bobinho, ou melhor, ingênuo?
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