Memórias da 2ª Guerra Mundial
por O Caxiense | 19/05/2010 às 9:26
Há 65 anos, 133 heróis locais alistados na Força Expedicionária Brasileira ajudaram os Aliados a derrotar os nazistas e fascistas na Itália. Hoje ocorre o lançamento de um projeto para resgatar esta história | Veja galeria de fotos e assista ao vídeo com depoimento
O dia estava bonito demais para ser um dia de batalha. O rigoroso inverno já havia terminado, e a neve espessa dava lugar a um agradável ar de primavera naquele 20 de abril de 1945. A pequena e antiga cidade de Zocca, no norte da Itália, tinha apenas uma rua principal e poucas casas, todas feitas de pedra. Algumas estavam em ruínas e nenhum morador havia permanecido na cidade. Tudo estava em silêncio quando o pelotão de quase 40 homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB) entrou na cidade aparentemente deserta. Subitamente, tiros de metralhadoras começaram a atingir os soldados brasileiros, que precisaram se jogar para dentro das casas para se proteger. Assim que identificaram que os disparos vinham de soldados alemães posicionados no campanário do alto de uma igreja, os brasileiros prepararam a bazuca que carregavam. No primeiro tiro, erraram. No segundo, acertaram em cheio no sino. As metralhadoras cessaram. “Subimos no campanário e vimos que havia três mortos e que um dos alemães havia fugido. Foi lá que eu vi que queria voltar para casa. Lá que vi que a coisa estava preta.”
A frase acima é do ex-combatente Alberto Arioli, hoje com 84 anos, um dos 133 caxienses que integraram o Exército brasileiro na campanha dos Aliados contra o nazismo, durante a 2ª Guerra Mundial.
Depois de 65 anos do fim da maior de todas as guerras, Arioli é um dos oito ex-pracinhas de Caxias ainda vivos e o único que fala com naturalidade sobre o período. A idade avançada fez com que alguns esquecessem a maior parte dos acontecimentos ocorridos nos meses em que guerrearam na gelada Itália. Outros, por recomendações médicas, não ousam relembrar aquele ano sangrento. E ainda há aqueles que são protegidos pela própria família para não falar sobre o assunto, a fim de evitar os pesadelos que insistem em voltar à noite.
Para entender como Arioli pegou em armas é preciso antes entender como o Brasil entrou na guerra. Em 1941, quando Pearl Harbor, nos Estados Unidos, é bombardeada pelo Japão, o Brasil se declara ao lado dos países Aliados, no combate às nações do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Em represália, os alemães afundam 36 navios mercantes brasileiros, matando mais de 1 mil civis. A partir daí intensifica-se a pressão popular para que o Brasil entrze no conflito Não foi diferente em Caxias. Grandes comícios agitaram a cidade e começou-se a selecionar voluntários para lutarem ao lado do 5º Exército Americano. “Eu fui num dos comícios aos 18 anos. No dia seguinte me apresentei. No total, em Caxias foram 121 voluntários que estavam servindo ao Exército e 12 civis que ainda não tinham se alistado. Não sei se foram os comícios, aquela conversa de honra, de ‘vamos matar os alemães’. Mas a gente foi entusiasmando para brigar com os inimigos”, relata Arioli.
“Alguns pracinhas disseram que o fato de os alemães terem afundado os navios e ainda terem atirado com metralhadoras nas pessoas que tentavam se salvar foi o que fez com que eles quisessem entrar na guerra”, explica Katia Campagnolo, coordenadora do Museu dos Ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) de Caxias.
Em novembro de 1944 houve uma despedida em frente à Catedral para os 133 soldados caxienses que partiram para o Rio de Janeiro. A duração e as condições da viagem de trem até o Rio deram uma prévia do que estava por vir. Por uma semana, cerca de 700 homens viajaram sentados no chão, e as necessidades tinham que ser feitas num buraco que havia no vagão.
Chegando ao Rio de Janeiro, os soldados caxienses se misturaram com homens de todo o Brasil e embarcaram em uma navio rumo à Itália, onde o exército nazista havia ocupado a maior parte do território, junto com alguns fascistas remanescentes. A FEB enviou à guerra mais de 25 mil soldados, que se instalaram no norte do país.
Foram necessários 15 dias de viagem para chegar à Itália. O navio americano, adaptado para o transporte militar, comportava 4 mil homens bem apertados. Para tantos soldados era possível dar comida apenas uma vez por dia, em turnos. O horário de Arioli era às 4h da manhã. Ele recebia comida típica americana: ovos cozidos, maçã da Califórnia, arroz e feijão. “A gente guardava a comida para o resto do dia”, conta.
Desembarcaram em Nápoles e, depois de treinamentos, foram incorporados ao 5º Exército Americano. “Esse exército era uma mistura de raças, oito países faziam parte. Quem nos treinou foram os oficiais americanos, filhos de portugueses, para que a gente entendesse o que eles estavam falando.”
Os soldados receberam um novo uniforme verde oliva e um capacete de ferro. Para os períodos frios, ganharam uma roupa mais grossa e botas de combate forradas com pele de carneiro. No lado direito do braço do uniforme havia o símbolo do 5º Exército Americano, e do lado esquerdo o símbolo da cobra fumando – desenho feito por Walt Disney, que representava a entrada dos brasileiros na guerra, pois dizia-se que o Brasil não ingressaria no conflito nem se a cobra fumasse.
Ansiosos para entrar em combate, os jovens soldados não dormiam à noite. A 10 quilômetros dos conflitos, do interior das barracas eles viam os canhões iluminando as noites e ouviam as centenas de aviões que seguiam rumo à Alemanha para bombardeá-la. O sentimento naquele momento não era de medo, mas de vontade de entrar na guerra. Pelo menos para Arioli.
Carregando uma metralhadora Thompson de 22 tiros, Arioli foi finalmente liberado para a batalha em 1945, combatendo durante cerca de sete meses – com a sensação de que “cada dia foram 10”. Fazia parte da infantaria, que seguia a pé ou de jipe. As ordens para avançar ou não vinham dos americanos, liderados pelo General Mark Clark. Quando a parada era maior, cada soldado fazia um buraco na neve com uma pá para colocar sua cama-saco nos chamados fox holes, ou “buracos de raposa”, que os ajudavam a se proteger das pavorosas temperatura de até -20º.
Durante a batalha não existia hora para a refeição. Quando era possível, os soldados abriam uma caixinha com comida como sardinha, arroz e feijão, acondicionados em pequenas latas. Havia também café em pó e chiclete. “A comida era boa, nutritiva, mas era fria.” Em algumas ocasiões, os brasileiros dividiam os alimentos com os habitantes famintos das vilas italianas. “Brasiliani, nostri liberatori” (“Brasileiros, nossos libertadores”), eram saudados.
Os soldados carregavam um cantil de metal com água fornecida pelo Exército americano, já que a água dos rios poderia ter sido envenenada pelos alemães. “Recebíamos comida e munição da retaguarda. Foram 17 mil brasileiros que entraram em ação, mas sem os outros teríamos perdido a guerra.”
Quando sobrava tempo durante o dia – à noite, não se podia acender luzes – os soldados escreviam cartas. As correspondências, porém, tinham antes que parar no Rio de Janeiro, onde eram censuradas pelo serviço especial da FEB. Nos textos não podia haver nada de negativo, do tipo “não quero mais saber disso”, ou “meu companheiro morreu”. Da mesma forma, as cartas que saíam do Brasil para os soldados não podiam levar notícias ruins: “Se recebia uma carta com uma frase cortada era porque lá tinha uma má notícia. E a gente não podia nem colocar o nome da cidade em que estávamos, era apenas Itália. Mesmo assim, quando o carteiro aparecia era um acontecimento fantástico”, conta Arioli.
Ele ressalta duas grandes conquistas dos brasileiros na Itália que contaram com apoio de caxienses: as batalhas de Monte Castello e Montese. Foi muito difícil se aproximar de Monte Castello, porque os alemães se abrigavam em trincheiras nas rochas, as chamadas casamatas. “Para chegar lá, só com aviões. Os alemães enxergavam tudo lá de cima. Eles haviam chegado antes, então estavam melhor posicionados”, diz Arioli. Em depoimento exposto no Museu da FEB, outro ex-combatente, Plínio Micheli, descreve: “Foram os brasileiros que subiram no Monte Castello, foram eles que fizeram a patrulha de reconhecimento. A patrulha é a pior missão que tem para um soldado. Na patrulha vão sete, oito soldados na frente para descobrir o inimigo. É difícil. Quem está parado enxerga melhor do que aquele que está andando”.
Arioli participou da Batalha de Montese, onde os brasileiros fizeram 300 prisioneiros. “Eles se entregaram porque a gente bombardeou um monte”, conta ele. Também em depoimento preservado no Museu, o ex-combatente Olices Guerra, já falecido, narra as dificuldades enfrentadas: “Na tomada de Montese, tínhamos que passar por uma ponte. Ela estava toda minada. Mas o pelotão de caça-minas foi na frente e tirou tudo. Porque o alemão fazia o seguinte: se tinha uma ponte para passar, ele abria outra picada e passava por baixo. Nós não sabíamos se a ponte estava minada ou não. Então ia um pelotão de reconhecimento com aparelhos para retirar os explosivos e dar passagem para a tropa”.
Outro grande feito recordado por Arioli foi o aprisionamento de 18 mil alemães em uma das batalhas, na região da Toscana. “A gente não tratava mal os prisioneiros. ‘Non kaput’ (o que queria dizer algo como ‘não me mate’), diziam os alemães, desesperados, com as mãos na cabeça. A gente não os matava. Os britânicos eram os piores”, revela. E completa: “Sempre perguntam quantos a gente matou. É difícil saber isso, mas matamos muito. Graças a Deus, na maioria das vezes não se via se caía ou não. Às vezes a gente abria fogo e quando ia ver estavam três, quatro mortos. Mas o importante não era matar. O principal era fazer prisioneiros e tomar o território”, explica o ex-pracinha caxiense, que só ficou sabendo dos terríveis campos de concentração de Hitler após o final da guerra.
Em maio de 1945, os soldados da FEB receberam a notícia que deveriam cessar fogo e a comemoração começou. Arioli conta que não deu tiros para cima como os outros. “Mas tomei um porre…” Dos 457 soldados brasileiros que morreram, nenhum era caxiense.
Na chegada ao Rio de Janeiro, em julho de 1945, praticamente toda a cidade assistiu à volta dos pracinhas, recebidos como heróis. “Passamos na frente de um palanque e tinha o Getúlio Vargas. Aviões fizeram rasantes para a comemoração. O desfile começou às 13h e se estendeu até as 21h. O povo invadiu, arrancaram o símbolo da cobra, os botões, nos abraçavam, nos beijavam, estavam histéricos.”
No Rio, os pracinhas ficaram uma semana, sempre uniformizados, chamando a atenção de todos e contando as histórias incansavelmente. Durante aqueles dias, cinema e bonde eram gratuitos para os soldados da FEB. De lá, foram a São Paulo, onde desfilaram novamente. “Foi a mesma coisa. Eu já estava um flagelado”, lembra Arioli, aos risos. No dia da volta de São Paulo a Caxias, quando ele estava pronto para embarcar, pediram se algum dos pracinhas sabia datilografar. O caxiense se prontificou. Foi incumbido de datilografar o certificado de 6 mil reservistas e ficou um mês a mais em São Paulo. “Depois disso aprendi a nunca mais dizer ‘eu sei’ quando alguém pedir alguma coisa”, diverte-se. Quando finalmente retornou a Caxias, a Alfredo Chaves, rua de sua casa, estava toda enfeitada por bandeirinhas. “Foi uma choradeira geral.”
Hoje, Arioli gosta ver filmes de guerra, diferentemente de muitos de seus colegas. Costuma assisti-los para ver se é verdade o que aparece na tela. Acha absurdo quando “o mocinho ganha todas” e também não lhe agrada muito a bandeira americana tremulando em todos os filmes, mas tem os seus favoritos: O Dia D, O Resgate do Soldado Ryan e aqueles que muito bem retratam a loucura da guerra, Platoon e Apocalipse Now.
Diversas vezes o ex-combatente voltou à Itália. Numa das viagens levou as duas filhas. Na cidade de Montese, onde o pai lutou e ajudou os Aliados a vencerem a guerra, as filhas choraram.
Se os pracinhas perceberam que estavam mesmo em guerra no dia em que desembarcaram em Nápoles e viram a cidade destruída, a população de Caxias se deu conta de que existia uma guerra e que Caxias fazia parte dela ao ouvir uma sequência de três explosões da Gazola, Travi & Cia. A empresa, considerada de interesse militar pelo Exército nacional desde o início do conflito, estava produzindo artefatos bélicos.
O acidente aconteceu numa quinta-feira de julho de 1943, por volta das 9h da manhã. Ivo Gazola, na época com 17 anos, trabalhava isolado na produção do fulminato de mercúrio, que carregava as granadas. Quando ouviu as explosões pensou imediatamente nos dois irmãos, que trabalhavam no prédio principal. “O Remy, meu irmão mais novo, trabalhava na mesma mesa de quatro mulheres que morreram. Lembro dele saindo dos escombros todo ensanguentado e com os braços abertos e do Henrique ferido, rolando no morro da fábrica”, conta Ivo, hoje com 84 anos.
Ivo conseguiu embarcar com os dois irmãos na primeira ambulância até o Hospital Pompéia. Os demais feridos foram levados pelos caminhões que na época trabalhavam na construção da BR-116. “Criou-se um caos inacreditável. O pavilhão caiu praticamente todo. E as explosões foram ouvidas até pelas irmãs do colégio de Lourdes, que disseram que os pratos da mesa tremeram”, relata.
Seis operárias morreram com a explosão no depósito de pólvora. Nunca ficou esclarecido o que causou o acidente. “O Exército deu todo o apoio para reconstruir, porque tinha interesses, claro”, afirma Ivo. O trabalho na fábrica, depois de um tempo, voltou ao normal. Na tranquilidade do jardim da Gazola ainda há hoje o monumento às vítimas, erguido um mês depois das mortes, com a inscrição: “Às denodadas e infelizes companheiras de trabalho aqui vitimadas quando cumpriam seu dever pelo esforço de guerra do Brasil”.
As operárias que morreram eram jovens, 16, 18, 20 anos no máximo. “Temos depoimentos que dizem que essas seis mulheres estavam em busca de dinheiro para fazer seu enxoval”, diz Katia, a coordenadora do Museu da FEB. As mortes causaram uma comoção muito grande na cidade, mas, mais do que isso, segundo Liliana Henrichs, diretora do Museu Municipal e do Departamento de Memória e Patrimônio Cultural, demonstraram uma outra situação: a participação feminina nas fábricas. “Os homens foram para o front, mas as indústrias precisavam continuar. A 2ª Guerra foi um grande momento para as mulheres saírem de casa”, explica Liliana.
Antônia Rossa Perini, hoje com 81 anos, trabalhou na fabricação de bombas na Gazola tempos depois da explosão. “Eles chamavam as bombas de corpos, iam 100 pecinhas dentro de cada uma. Era feito um pacote com 10 bombas, que ficavam bem protegidas caso entrassem num navio que afundasse. Eu lembro de ter ouvido o barulho naquele dia. Foi uma coisa muito triste. Quando eu trabalhava lá diziam que de noite as seis mulheres apareciam, mas isso era conversa”, conta Antônia.
Sem equipamentos de proteção, o serviço de Antônia era encher as espoletas de pólvora, tarefa que devia ser feita calma e cuidadosamente. “Tinha que puxar uma placa de ferro bem devagar. Num dia puxei a placa mais rápido e me queimei. Foi muito dolorido, é uma coisa que gruda, perdi a pele da mão. Mas não deixei de trabalhar por isso”, diz ela, que na época não sabia para onde exatamente iam as bombas.
Há controvérsias sobre o uso dos armamentos. Se a história oficial conta que as armas eram fabricadas por empresas caxienses como a Gazola e a Eberle para prevenir o Exército brasileiro no caso de um ataque – já que a FEB utilizou apenas armamento americano –, Ivo Gazola diz o contrário: as bombas eram mandadas de trem ao Rio de Janeiro e depois utilizadas nos campos de combate. “Claro que ia para lá. Por que gastariam fortunas com essa produção se não fosse para usar na guerra?”, questiona.
Outra contradição, para o historiador Juventino Dal Bó, é que Getúlio vivia numa espécie de conflito com os estrangeiros que habitavam a região de Caxias e, antes da eclosão da guerra, proibiu que falassem a língua alemã e italiana. “Quando começa a guerra, o governo vai buscar ajuda justamente entre as fábricas dos italianos, para fazer o que chamou de esforço de guerra”, explica.
Além da proibição das línguas estrangeiras, movimentos nacionalistas na cidade fizeram com que a Praça Dante Alighieri mudasse de nome para Ruy Barbosa, e a Avenida Itália, para Avenida Brasil. Em Caxias, havia os nacionalistas, que apoiavam Getúlio e os fascistas, que apoiavam o italiano Benito Mussolini. Há quem diga que o próprio empresário Abramo Eberle era um destes últimos. “Havia clubes fascistas em Caxias. Assim como em Porto Alegre e Novo Hamburgo algumas comunidades consideravam Hitler um líder fantástico, aqui na região existia quem considerasse Mussolini um líder de caráter internacional. A sede ficava onde hoje é o Hospital Pompéia, mas eles faziam reuniões em outros locais, entre eles, no Clube Juvenil. A maioria das pessoas de Caxias era fascista. Não falavam isso publicamente, mas, por debaixo dos panos, achavam que Mussolini estava certo, que ele estava fazendo maravilhas na Itália”, sustenta Dal Bó. “Assim que o governo brasileiro entra na guerra e toma partido contra Hitler e Mussolini, esses grupos se desfazem, se disfarçam”, completa.
Além da briga entre os dois grupos, Caxias ficou longe do sossego durante o período do conflito mundial por causa do clima de guerra que se instalou aqui. Não era permitido que as luzes ficassem acesas depois das 22h, quando ocorriam os chamados blackouts, e havia treinamentos de ataques aéreos. “As pessoas tinham instrução para ter abrigo nas casas. Havia uma sirene instalada na praça: quando tocava, todos tinham que se abrigar”, diz Katia. “Existia um projeto de abrigo antiaéreo na Eberle. Porque eram as empresas que estavam fabricando artefatos durante a guerra, e se houvesse um bombardeio elas seriam as primeiras a ser atacadas”, explica Dal Bó.
Nesta quarta-feira (19), será lançado um projeto para lembrar a participação caxiense no conflito encerrado há 65 anos. O Caixa de Memória: Caxias do Sul e a 2ª Guerra Mundial oferecerá um baú de materiais para alunos de todas as redes de ensino estudarem o episódio histórico. A caixa poderá ser usada pelas professoras para complementar a visita ao Museu dos ex-combatentes, que fica na Visconde de Pelotas, 249. “É para os alunos não acharem que a 2ª Guerra aconteceu apenas lá, que não envolveu o Brasil. E para mostrar os valores cívicos desses jovens que lutaram”, ressalta Katia – como muitos, uma apaixonada pelo tema 2ª Guerra Mundial.
Foto: Comício nacionalista realizado em frente ao Clube Juvenil, em 1942, incentivou os jovens a entrarem na guerra | Crédito: Júlio Calegari, Arquivo Histórico João Spadari Adami/O Caxiense
Da 24ª edição impressa. De 15 a 21 de maio.














Comentários
19 de May de 2010 às 10:08
PRABÉNS por esta excelente matéria e muito obrigado por divulgarem online!
Já estou repassando o link a todos conhecidos interessados.
19 de May de 2010 às 22:37
Parabéns pela bela iniciativa e pela linda matéria que resgata a memória de nossos bravos irmãos.
Prá terem uma idéia o assunto já chegou aqui em São Paulo pelas mãos de um ciberamigo Caxiense.
20 de May de 2010 às 11:11
Muito boa esta matéria, agora vai pro meu acervo de estudos sobre a segunda guerra mundial, muito importanta estudarmos a fundo esta história. Serve pra todas as áreas: Psicologia, Direito, História, etc…
28 de May de 2010 às 17:34
GRANDE MATERIA. ESTÃO DE PARABENS.
19 de June de 2010 às 22:34
Sou neto do expedicionário Olices Alcides Guerra, citado no texto. Cresci ouvindo estas histórias, e muitas outras. Sinto-me emocionado em ler esta matéria, ainda mais com o célebre Sr. Alberto Arioli, e amissísimo de meu avô. Estes sim são nossos verdadeiros heróis! Parabéns a todos.
Saudações fraternais,
Georgio Guerra
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