Economia caxiense cresceu 16,9% em março
por O Caxiense | 27/04/2010 às 6:58
A economia caxiense apresentou novamente crescimento no mês de março, atingindo novo recorde. O aumento de 16,9% é em comparação a fevereiro e de 22,4% em relação a março de 2009. Com isso, o indicador negativo do acumulado nos últimos 12 meses caiu de 1,8% em fevereiro para 0,1% também negativo em março, tendência que já vinha sendo indicada.
As principais causas do crescimento foram o efeito sazonal, já que o fevereiro é tradicionalmente um mês de baixa atividade econômica, o término dos incentivos fiscais para a indústria, como a redução de IPI, e o aumento do consumo impulsionado pelas novas contratações, que tiveram um acréscimo significativo nos últimos meses.
Os dados constam no relatório sobre o Desempenho da Economia de Caxias do Sul apresentado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) hoje à tarde. Segundo o diretor do Departamento de Economia, Finanças e Estatísticas da CIC, Alexander Messias, a partir do próximo mês, os indicadores já serão positivos.
Indústria teve melhor desempenho
Todos os setores da economia apresentaram crescimento em março, sendo que a principal responsável pela elevação das taxas foi a indústria, que teve um acréscimo de 19,4% em relação a fevereiro deste ano e de 36,5% comparativamente a março de 2009. A utilização da capacidade instalada nas empresas desse setor já chegou a 80%, o melhor desempenho desde outubro de 2008.
Mas esses impulsos ainda não foram suficientes para que se atingisse os mesmos patamares do período pré-crise. O acumulado dos últimos 12 meses na indústria é de 2,2 negativo, número que precisa ficar positivo para que se zerem todas as perdas ocasionadas pela crise.
“Esses dados nos mostram que estamos nos recuperando fortemente e que em março de 2009 estávamos numa situação muito crítica”, avalia Alexander Messias.
O comércio também cresceu: 11,6% em relação a fevereiro e 7,9% se comparado ao mesmo período do ano passado. O acumulado dos últimos 12 meses ainda é 4,3% negativo, o índice mais baixo entre os três setores da economia. Mas esse desempenho é considerado normal porque o comércio sempre demora mais para se recuperar de uma crise.
Apenas os serviços possuem número positivos em todas as tabelas de comparação. Cresceu 15,4% em relação a fevereiro, 5,3% em relação a março de 2010 e apresenta um acumulado de 6,3% nos últimos 12 meses. A explicação para essa diferença em relação aos demais setores está no fato de que, em momentos de crise, os serviços são atingidos apenas quando há quedas muito bruscas e prolongadas da renda da população, o que não chegou a acontecer nesse momento.
Número de empregos cai
Apesar da recuperação crescente, a tendência é que o número dos postos de trabalho cresça em menor ritmo. Em janeiro, haviam sido abertas 2.259 vagas, em fevereiro, esse número subiu para 3.086, e em março já diminuiu para 1.004. Messias acredita que não haverá fechamento de postos de trabalho. Mas ele pondera que o emprego cresceu nesse primeiro trimestre 6,7% e não há como continuar subindo nesses níveis.
“Nem a China cresce 20% ao ano. Esse índice alto que nós temos é porque a base de comparação foi realmente muito baixa”.
O economista e também diretor do Departamento de Economia, Finanças e Estatísticas da CIC, Mauro Corsetti, acrescenta que, como há expectativa de crescimento da economia para os próximos meses, a empresas já estão se preparando com compra de matéria-prima e contratação de mão de obra, o que tende a se estabilizar.
“As empresas dimensionam suas contratações com base nas suas necessidades”.
Alexander Messias lembra ainda que dificilmente o emprego cresce em proporções maiores do que a economia. Como a economia caxiense ainda está negativa, a tendência natural é de que haja uma desaceleração na abertura de postos de trabalho.
“Foi tão forte a crise que teremos que trabalhar ainda todo o ano de 2010 para zerarmos as perdas de 2009. Mas acredito que atingiremos esse equilíbrio até o final do ano”.
Crédito: Luiz Chaves, Divulgação/O Caxiense
Publicado às 17h01 de 27 de abril de 2010.
















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