Senador Paim defende geração de 3 milhões de empregos
por Marcelo Aramis | 25/03/2010 às 11:21
O senador Paulo Paim (PT-RS) esteve em Caxias do Sul nesta quarta-feira e palestrou no Sindicato dos Metalúrgicos sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/2005, que reduz a jornada de trabalho, das atuais 44 horas para 40 horas semanais e defende o aumento no adicional da hora extra de 50% para 75%. Segundo Paim, caso a proposta seja aprovada, a mudança poderá gerar mais de 3 milhões de empregos.
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Segundo Paim, a mudança no sistema trabalhista integra um debate mundial sobre redução de jornadas como solução para gerar empregos e fortalecer a economia.
“O avanço tecnológico substitui o trabalho do homem por máquinas. A tecnologia não vai retroceder. Para a automação acontecer com responsabilidade social temos que ter uma resposta a este avanço.”
Paim diz que a aplicação das mudanças não corre risco de estimular demissões ou a informalidade e simplifica a fórmula do desenvolvimento econômico.
“A partir da redução da jornada de trabalho, as empresas precisarão contratar mais empregados. Teremos mais pessoas trabalhando, recebendo e consumindo.”
Como parte de uma corrente mundial, Paim diz que a redução da jornada de trabalho é irreversível e, em médio prazo, tende a chegar a 36 horas semanais.
O senador não descarta a adequação da PEC às reivindicações das empresas. Ele diz que o momento o debate está aberto às propostas de redução de custo e da carga tributária das empresas e à desoneração da folha de pagamento.
“O empregador paga 20% sobre a folha de pagamento. Podemos reduzir a contribuição e transferi-la sobre o faturamento para diluir o custo”, sugere Paim.
Sobre o impacto da emenda no setor empresarial, Paim garante que ele será ainda menor nas micro e pequenas empresas.
“Eles terão que contratar dois ou três funcionários a mais. Com a compensação de tributos, ainda terão lucro. Se o empresariado entendesse o espírito dessa proposta, caminharíamos para uma evolução em todos os sentidos.”
Caso seja aprovada a PEC, a tendência é que a mudança ocorra de forma gradual, com redução de uma hora por ano na jornada de trabalho. Conforme Paim, o mais provável é que a proposta seja votada somente após as eleições.
“Como é uma PEC, você precisa contar com 3/5 do Senado e 3/5 da Câmara dos Deputados, o que é difícil em época de eleição.”
Reeleição
O senador Paulo Paim também falou sobre a sua campanha para a reeleição ao Senado. Com mais 400 projetos em tramitação, ele disse que não fará promessas para o próximo mandato e pretende basear a campanha na continuidade do seu trabalho. Paim considera a situação política, econômica e social do país – “o último a entrar e o primeiro a sair da crise” – um importante fator para a aprovação do governo Lula e uma grande aliada para sua campanha.
Paim disputa uma das duas vagas do Rio Grande do Sul ao Senado (a terceira é do peemedebista Pedro Simon, que tem mais 4 anos de mandato). Entre seus adversários, estão a ex-comentarista da RBS Ana Amélia Lemos (PP), que se afastou dos veículos do grupo para concorrer, e três nomes que disputam entre si no PMDB: os pré-candidatos Germano Rigotto, Ibsen Pinheiro e Eliseu Padilha. Para o senador, a indefinição do candidato do PMDB é indiferente para sua campanha e não lhe garante qualquer vantagem.
“Essa indefinição ocupa um espaço importante na mídia e cria expectativa. Na última hora, um cede lugar ao outro. É o mesmo que acontece nas prévias.”
Foto: Paulo Paim palestrou no Sindicato dos Metalúrgicos | Crédito: Márcio Schenatto, Divulgação/O Caxiense
Publicado às 11h20 de 25 de março de 2010.
















Comentários
25 de March de 2010 às 15:36
“Ele diz que o momento o debate está aberto às propostas de redução de custo e da carga tributária das empresas e à desoneração da folha de pagamento.”.
Muito bem. Finalmente aparece um pensamento decente da parte de quem defende os interesses dos trabalhadores, e não sempre aquela bobagem toda de “mudar e agitar” à qual estamos acostumados. Rduzindo o CUSTO DO EMPREGO, fica simples criar novas vagas.
O governo que se mexa!
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