Elói Frizzo é o novo presidente da Liga Carnavalesca
por O Caxiense | 20/03/2010 às 10:20
O vereador do PSB foi eleito na manhã deste sábado o novo presidente da Liga Carnavalesca. A vereadora Denise Pessôa (PT) é a vice-presidente
“Tenho certeza de que o prefeito, com sua sensibilidade, dará encaminhamento a essa iniciativa”
Vereador Daniel Guerra (PSDB), ao anunciar futuro projeto em parceria com a FAS, voltado aos menores de rua e flanelinhas
3 PERGUNTAS PARA ÉDIO ELÓI FRIZZO
O vereador do PSB foi eleito na manhã deste sábado o novo presidente da Liga Carnavalesca. A vereadora Denise Pessôa (PT) é a vice-presidente.
O senhor vai ser presidente da Liga do Carnaval?
O pessoal que ajudou na organização do carnaval deste ano resolveu montar uma chapa para disputar a Liga, com a minha participação e de vereadores, como Denise Pessôa, Geni Peteffi e Mauro Pereira. Ou se resolve as pendências das escolas com a prefeitura ou a festa corre sério risco. Por causa dessas pendências, por exemplo, nenhuma escola consegue certidão negativa para ter apoio de empresas ou entidades. A nova direção da Liga poderá trabalhar para dar condições às escolas buscarem patrocínios e outros tipos de apoio. Em Porto Alegre, por exemplo, só uma cervejaria entra com um patrocínio de 150 mil reais no Carnaval. Por que não pode existir algo semelhante aqui? Estamos estudando todas essas coisas para ajudar a superar essa fase que o Carnaval caxiense enfrenta há dois anos. Chamamos inclusive aquelas escolas que queriam montar uma nova associação para se unirem a essa proposta, a essa chapa de consenso. Eu poderia ser o presidente dessa chapa. Afinal, temos que buscar a união e encontrar saídas para o impasse. A proposta é realizar um grande seminário, em maio, para definir essas coisas todas, buscar leis de incentivo, rediscutir o número de escolas…
O Carnaval deste ano custou mais de R$ 300 mil, dinheiro bancado pela prefeitura – ou seja, pelo contribuinte. Não é muito dinheiro?
Está na média. A prefeitura sempre ofereceu a infraestrutura. Este ano manteve as arquibancadas da Festa da Uva, licitou aquele pessoal do carro de som, pagou o show do Neguinho da Beija-Flor. Só que eles (o pessoal da Liga) achavam que ia dar mais gente no show. De qualquer forma, o público não foi tão pequeno como o divulgado, mas foi menor do que o esperado. Nessas horas, as estimativas de público revelam um grande preconceito da imprensa, assim como acontece em relação ao próprio Carnaval. Não há como negar que o Carnaval continua sendo a festa mais popular do país. Mesmo em Caxias ele é importante. No sábado à noite, mesmo com ameaça de chuva, havia mais de 10 mil pessoas na Sinimbu. Existe o preconceito, mas temos que trabalhar também para que ele seja superado. Caxias não pode mais fazer de conta que essa manifestação cultural legítima e multiétnica não existe. E todas as manifestações culturais precisam do apoio do poder público.
A nova chapa é favor do Carnaval fora de época?
Temos que retomar as datas certas. Só precisamos jogar com os dias, para não coincidir com os desfiles do Rio e outras cidades. Aliás, a concorrência da televisão foi predatória. O público fica em casa assistindo os desfiles pela TV. Precisamos retomar a idéia dos blocos, para desfilarem na praça, oferecer alternativas populares, envolver a comunidade. Nem os clubes tradicionais realizam mais seus bailes de salão. Só sobrou o Águas de Março, do Recreio da Juventude. E ele é fora de época.
3 candidatos
A definição das candidaturas do PDT caxiense à Assembleia Legislativa não terminou com a reunião do diretório municipal. Realizado na quarta-feira, o encontro culminou com a indicação do vice-prefeito Alceu Barbosa Velho como candidato a deputado estadual. Mas o nome de Alceu não é consenso. Os outros dois concorrentes – Vinicius Ribeiro e Gustavo Toigo – não se convenceram com o resultado, e ainda querem ser candidatos ao posto. Para isso, Toigo apelará à Coordenadoria Regional. Vinicius quer formar dobradinha com Juliana Brizola, neta do ex-líder pedetista, com indicação da Juventude Trabalhista.
Imprudência
Embora bem intencionado, o presidente Moisés Paese (PDT) cometeu uma imprudência ao revelar sua intenção de contratar apenados do semiaberto, em regime de progressão de pena, para atuarem como estagiários em serviços burocráticos na Câmara de Vereadores.
As resistências são grandes, mesmo que a pretensão seja a ressocialização dos apenados – necessidade defendida por qualquer pessoa de bom senso. Muitos vereadores entendem porém que, ao anunciar o projeto, Paese submeteu os presos a uma exposição pública antecipada que prejudica a proposta.
Direcionados
No segundo encontro de vereadores nos bairros, sábado passado, havia mais parlamentares e assessores do que propriamente moradores, o que esvazia a proposta de uma aproximação Legislativo-comunidade. E mais: as cobranças feitas por presidentes de associações de bairros, os mais entusiastas da iniciativa, podem causar apenas frustração.
Fica claro que as reivindicações dos presidentes de bairros devem ser direcionadas a prefeito, secretários municipais ou Orçamento Comunitário. Os vereadores não têm poder para resolver os problemas apresentados.
Só agora?
O Ministério Público tem boas razões para a interdição do presídio regional de Caxias do Sul. Afinal, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) havia assinado acordo se comprometendo a substituir a cerca e construir um muro para tornar a casa de detenção inaugurada em setembro de 2008 menos vulnerável. O descumprimento ao acordo já durava cinco meses quando houve a fuga de três presos.
Mas há um detalhe que também precisa ser considerado: o MP não deveria ter fiscalizado e exigido o cumprimento desse acordo antes do ocorrido?
Desenvolvimentista
Com tantas pedras pelo caminho rumo ao almejado Senado Federal (Eliseu Padilha, Ana Amélia Lemos e outros menos votados), o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) vive um dilema. Não seria melhor buscar uma – a essa altura garantida – vaga na Câmara dos Deputados, como recomendam alguns amigos?
Enquanto reflete sobre isso, Rigotto mantém um roteiro de palestras por todo o país. Nesta segunda-feira, será a vez da CIC caxiense ouvi-lo falar sobre um tema um tanto quanto governista: o Brasil e o novo ciclo de desenvolvimento.
Pai da criança
Do ex(?)-presidente do PMDB caxiense Guerino Pisoni Neto a respeito de nota publicada aqui sobre o espaço multicultural, o Alceuzão:
“O Alceu Barbosa Velho não teve participação nenhuma na cobertura da cancha de rodeios da Festa da Uva. A ideia é do presidente da Festa da Uva. Gelson Palavro conversou comigo para cobrir a cancha de lona. Custava R$ 350 mil, um absurdo. Disse a ele que deveria pensar em fazer a cobertura definitiva. Fomos fazer um orçamento e a estrutura colocada custava R$ 1,1 milhão. Tivemos a autorização do prefeito e o trabalho foi feito. O Alceu ficou sabendo do assunto muito tempo depois”.
Justa comemoração
As comemorações do 35º ano da Codeca fizeram justiça à sua trajetória. Da valorização dos mais de 1 mil funcionários à abrangência das áreas de atuação, não foram esquecidos os referenciais de história (algo que muitas vezes quem está no poder quer negar). A homenagem aos acionistas fundadores – empresários e gestores públicos –, na última quinta-feira, foi marcante e oportuna. Focada em resultados e um salutar ambiente de trabalho, a Codeca cumpre e amplia sua missão, além de ter, reconhecidamente, motivos para comemorar.
Da 16ª edição impressa. Atualizado às 11h26 de 20 de março.
















Comentários
20 de March de 2010 às 11:53
Estive este ano no caranaval de rua de Uruguaiana, considerado o 3º maior do país, e lá, existe uma relação da comunidade com o carnaval, que pouco podemos imaginar. O pampa, com sua gente fronteiriça, demonstra ser uma terra de boa cultura, bom gosto e gente participativa (comunidade, governo e setor privado). O desfile das escolas é de dar inveja a qualquer evento – é contagiente e de muito bom gosto, além de organizado; desfile da Festa da Uva então,… bom, melhor nem comentar. Sugiro uma visita lá para tirar boas lições.
Abss
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