Uma festa para a história que trilhamos
por O Caxiense | 17/02/2010 às 20:29
A partir de quinta-feira, Caxias celebra o centenário de dois marcos: a chegada do trem e a elevação à categoria de cidade
O compasso do trem vai ditar o ritmo da Festa da Uva que começa na próxima quinta-feira com a promessa de fazer turistas e caxienses viajarem pelo tempo e pela história de Caxias do Sul. O tema da edição deste ano, Nos trilhos da história, a estação da colheita, deve estar presente em tudo: nos Pavilhões, nos desfiles de carros alegóricos, na decoração das lojas e nas muitas histórias que as pessoas irão ouvir e conhecer se decidirem assistir às 941 apresentações, realizadas em 12 locais fixos do parque, entre 18 de fevereiro e 7 de março.
É que este ano a Festa da Uva comemora os 135 anos de imigração italiana, os 120 anos de município e o centenário da chegada do trem e da elevação à categoria de cidade. O trem, aliás, tem tudo para dividir o estrelato dessa Festa com a uva, rainha absoluta das 27 edições anteriores do evento que acontece desde 1931 com o objetivo principal de festejar a vindima. E não é para menos. “Duas iniciativas levaram Caxias ao que ela é hoje: a estrada de ferro e a Festa da Uva”, resume o jornalista caxiense Jimmy Rodrigues, 84 anos, que dedicou quase toda a vida a descrever os fatos e a história da cidade.
Jimmy não é descendente de italianos, como a maioria das pessoas que viviam aqui quando ele nasceu. “Por parte do meu pai, sou gaúcho de bota e bombacha. E por parte da mãe, sou Villas Boas, sobrenome português”, orgulha-se. A primeira recordação que ele tem da Festa da Uva também não tem nada de italiana. E está diretamente ligada ao trem. A avó de Jimmy morava perto da Estação e era funcionária da rede ferroviária – numa época em que as mulheres trabalhavam apenas como professoras, enfermeiras ou domésticas. “Meu avô era maquinista, mas ele morreu prematuramente e a viação, com pena da minha avó, que ficou com cinco filhos para criar, deu a ela um emprego”, relata.
A avó de Jimmy tinha função pesada para uma mulher. um pouco difícil de se compreender hoje, mas muito importante para a época. Ela alimentava com lenha uma espécie de fornalha, que produzia o vapor usado no motor que bombeava a água de um poço até a caixa d’água da estação, localizada em um ponto bem mais alto. O poço não existe mais, mas o reservatório permanece no mesmo lugar e pode ser visto ainda hoje de diversos pontos do bairro São Pelegrino. Ele servia para abastecer os trens que, em época de Festa da Uva, chegavam sem parar.
“Eu era pequeno e lembro da minha avó trabalhando a noite toda para manter acesa a fornalha que bombeava água para a caixa, já que a Festa da Uva fazia aumentar o movimento de trens e, consequentemente, era preciso ter mais a água. Lembro-me ainda da imagem dela sentada ao lado da fornalha lendo a Bíblia em alemão. Fez isso por muitas Festas da Uva. Até morrer.”
A Estação Férrea de São Pelegrino foi totalmente abandonada após a desativação do trem. Mas começou a ser restaurada em 2006. Foram recuperados o prédio da Estação, onde hoje funciona a Secretaria da Cultura, e o Depósito de Cargas, que é usado por projetos da Secretaria. Ainda falta recuperar a Oficina e a Casa do Administrador da estação, que hoje é usada como moradia particular.
Dos 13 quilômetros de estrada de ferro do perímetro de Caxias, a maioria não existe mais. O secretário da Cultura, Antonio Feldmann, diz que um estudo que será realizado a partir de março pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deverá apontar o que restou do patrimônio férreo. “Acredito que para um veículo leve sobre trilhos nem seria possível mais aproveitar essa estrutura. Mas é importante saber o que existe e o que pode ser aproveitado.”
Feldmann conta que o estudo foi encomendado pelo governo federal com o objetivo de avaliar a viabilidade de uma linha de passageiros ligando Caxias a Bento Gonçalves. “O patrimônio é do governo federal. Mas a prefeitura contribuirá com os pesquisadores no que for possível. A reativação desse tipo de transporte seria muito importante para a região.”
“Duas iniciativas levaram Caxias ao que ela é hoje: a estrada de ferro e a Festa da Uva”,
resume o jornalista Jimmy Rodrigues
O jornalista Jimmy Rodrigues conta que demorou para entender a importância do trem. Ele lembra que o barulho do apito o irritava e que as estações tinham outros atrativos muito mais interessantes aos olhos de uma criança travessa. “Esse poço que abastecia o trem ficava no meio de um açude onde eu adorava brincar. Ali havia também um campinho de futebol e dois jacarés, sendo que um deles morreu atropelado pelo trem e outro acabou desaparecendo. O trem era só um dos lugares onde eu fazia molecagens”, diverte-se o jornalista, que costumava entrar escondido nos vagões quando eles faziam a volta na estação.
Quando fez a primeira viagem longa, ele já era adulto e recém-casado. “Foi minha viagem de núpcias a Porto Alegre. Viajamos o dia inteiro e tínhamos que usar um tipo de guarda-pó branco para proteger a roupa da fumaça e até evitar que uma cinza ainda quente pudesse queimá-la.”
Mais tarde, como jornalista, Jimmy pôde compreender a importância da estrada de ferro e do que ela trazia e levava da cidade. E era muito mais do que passageiros. “Na Rádio Caxias se dizia ZYF3, Rádio Caxias, a voz da metrópole do vinho.” Até hoje, ele não se conforma com o fim desse meio de transporte. “Enquanto na Europa se cavava um túnel para ligar a França e a Inglaterra por trens, aqui se acabava com eles. Ainda não entendi qual foi a inteligência que teve essa ideia.”
O trem foi um dos marcos do desenvolvimento de Caxias e também um dos fatores determinantes para que fosse elevada à categoria de cidade. Ela havia deixado de ser uma colônia de São Sebastião do Caí ainda em 1890, quando recebeu a distinção de vila e se tornou uma unidade autônoma. Já fazia 15 anos desde o início da imigração italiana na região, e Caxias já era independente, com produção agrícola, casas de comércio e um princípio de indústria. Mas ainda faltava o reconhecimento oficial de sua importância, que só veio com o decreto assinado em 1º de junho de 1910.
O texto da época era bastante rebuscado: “O Presidente do Estado do Rio Grande do Sul, considerando que o movimento commercial e industrial da villa de Caxias cada vez avulta mais, principalmente, após a sua ligação férrea a outros centros; considerando também que esse municipio conta actualmente população superior a trinta e duas mil almas; resolve, no uso da attribuição que lhe confere o artigo 7º da Constituição, decretar: Artigo 1º – fica elevada à categoria de cidade a villa de Caxias (…)”.
O diretor da Secretaria Municipal da Cultura, João Tonus, explica que a Festa da Uva decidiu comemorar os marcos mais importantes da cidade na Festa da Uva de 2010 por uma coincidência, já que todas elas completariam datas redondas este ano. “Mas foi uma oportunidade que tivemos de poder contar a história da cidade através do tempo.”
O coordenador de projetos especiais da Secretaria, Eduardo Dall’Alba, comandou a equipe que elaborou o tema da Festa com a atenção voltada para essas datas e para a importância que os caxienses dão a itens como a tradição, o resgate das origens, a integração e o desenvolvimento da cidade. “Nos trilhos da história, a estação da colheita tem inúmeros significados. Mas uma das leituras que se pode fazer é que essa cidade, na qual o desenvolvimento passou pelos trilhos do trem, hoje pode colher seus frutos, que são muito mais do que apenas a uva”.
Essa passagem do tempo, que parece tão grande para muita gente, poderá ser revisitada de múltiplas maneiras nessa Festa. Imagens, sons e objetos que integram esses pouco mais de 100 anos de Caxias vão estar representados nas estações temáticas dos pavilhões, nos desfiles de carros alegóricos e nas recordações de pessoas que viveram, se não toda, pelo menos a maior parte da trajetória da cidade.
É o caso de Olívia Itália Zanol, ou simplesmente tia Itália, como é mais conhecida. “Se eu morrer e me chamarem de Olívia não aparece ninguém no velório”, brinca. Com 100 anos completados no ano passado, ela viu a evolução de Caxias acontecer diante de seus olhos e até participou de alguns episódios importantes, na maioria das vezes como coadjuvante, mas sempre presente. O que para muitos será uma novidade, para ela será apenas o resgate de um conjunto de situações que ela vivenciou.
Tia Itália é uma senhora franzina e sorridente, com uma memória impressionante. Sofre de catarata, seu único problema de saúde, que não lhe deixa enxergar direito, mas também não lhe impede de lembrar das cenas que presenciou quando ainda via tudo com nitidez. Ela trabalhou na roça, plantou uva e ajudou a produzir vinho desde pequena. “As crianças eram encarregadas de esmagar as uvas com os pés. Não era tão divertido assim quanto parece, porque era trabalho sério, embora fôssemos muito jovens. A gente acabava de esmagar uma cesta e já despejavam outra.”
Mais tarde, tia Itália ficou encarregada de capinar e cuidar dos legumes, desde a plantação até a comercialização, o que a colocou em contato com a área urbana e permitiu que pudesse acompanhar seu desenvolvimento. “Todas as noites, preparava uma cesta para, de manhã cedo, ir para a cidade vender de casa em casa. Eu percorria quase toda Caxias”.
A cidade não era grande como hoje. Mas também não era tão pequena. Itália morava em Santa Corona, onde vive hoje. Ou seja, a caminhada era longa. “Não tinha ônibus na época. A Avenida São Leopoldo tinha capoeira e um potreiro, que eles roçaram mais tarde para passar a rua. E a Sinimbu era um matagal cheio de buraco. Eu ia visitar meu irmão, que morava em São Pelegrino, e passava por essa rua a pé. Só mais tarde colocaram transporte.”
Da Festa da Uva, Itália tem principalmente duas lembranças. A primeira é de 1933. “Lembro que a rainha era uma filha do Eberle”, diz, referindo-se a Adélia Eberle (ninguém menos do que a primeira soberana da Festa). Sua outra recordação é da visita que o presidente Getúlio Vargas fez à cidade em 1954, ano em que inaugurou o Monumento ao Imigrante. Ele se hospedou na casa do presidente da Festa da Uva daquele ano, Júlio Ungaretti, onde Itália trabalhou como doméstica. “Lembro do Getúlio tomando chimarrão no jardim. É como se eu pudesse vê-lo ainda hoje. Querido, era gordo”.
Itália viu chegar o rádio e a tevê – e gostou dos dois. Pescou lambaris no Arroio Pinhal e já teve como principal diversão ir à missa aos domingos, como faziam todas as famílias de origem italiana.
Hoje, sua principal ocupação é orar. Reza cinco terços por dia, “un pò per i santi, un pò per la gente” (um pouco para os santos, um pouco para as pessoas). Um deles, no entanto, é dedicado especialmente ao presidente Lula, de quem é fã. “Ler, não posso mais; nada, não faço; então eu rezo”, simplifica.
A tradição italiana continua sendo seguida à risca na casa dessa senhora que adora café preto e não troca por nada uma refeição com pão, queijo, salame e salada de radicci, sua favorita. “Nunca fiz dieta e nunca fiquei doente. Salame me faz bem. Remédio é que faz mal”, garante.
Tia Itália mora sozinha, porque não quer ninguém por perto incomodando. Mas sua casa fica ao lado da residência de duas sobrinhas, que cuidam dela – quando precisa e quando deixa. Sua principal companhia é um gato chamado Mickey e as estátuas de santos para quem reza. Ela diz que não esperava chegar aos 100 anos, principalmente com a saúde que tem hoje. E em abril completará 101. “Até que Deus me deixa, eu fico aqui. Deus ou o Diabo, né. Não se sabe”, brinca.
A simplicidade de tia Itália e o modo como ela conta os fatos que viveu e presenciou não são exclusividade dela. É uma das peculiaridades de Caxias, que cresceu mas manteve suas características coloniais, seja na culinária, no modo de falar ou nos hábitos do cotidiano. E é tão forte que até quem vem de outras cidades para viver aqui acaba assumindo essa cultura.
Isso se reflete também na Festa da Uva. No livro Festa e Identidade, Cleodes Maria Piazza Julio Ribeiro fala da relação das pessoas daqui com a comemoração e do orgulho que sentem. “Se até hoje ela é uma festa emblemática não só para os caxienses, mas para toda a Região Colonial Italiana, é porque ela provavelmente foi, e talvez continue sendo, a oportunidade mais destacada para o povo de Caxias do Sul e da região contar e cantar, para si próprio e para os que celebraram com ele, a sua própria história”.
Pensando também nisso, a Comissão Comunitária da Festa da Uva de 2010 procurou ampliar o resgate histórico para além do tema do evento. As mudanças programadas para os Pavilhões também tiveram esse objetivo. Quem visitar o parque passará por 15 estações temáticas, sendo que em cada uma delas haverá palcos e lugares par as pessoas sentarem. “As estações dos trens eram os lugares onde as pessoas paravam, descansavam. A nossa ideia segue essa linha. Os visitantes poderão passear pelos estandes e, em cada estação, se desejarem, parar para descansar antes de seguir o itinerário”, explica o diretor-geral da Secretaria de Cultura, João Tonus.
“Essa Festa é um convite para que as pessoas embarquem em uma viagem inesquecível de alegria e de emoção”, destaca Palavro
Algumas estações terão atrações interativas, em uma tentativa de fazer o visitante viajar no tempo e na cultura com a ajuda da tecnologia. Mas, na maioria dos lugares, os atrativos serão simples: um cenário inspirado no passado, bancos de praça, apresentações culturais tradicionais, como música e teatro, ou simplesmente caxienses que gostam da Festa da Uva e estarão dispostos a transmitir isso a quem visitar seus estandes.
A intenção é tentar fazer cada vez mais as pessoas se sentirem em uma festa, onde elas poderão passar uma hora ou um dia inteiro, com todas as opções que uma celebração pode ter. “As feiras industriais da Festa da Uva perderam seu significado há alguns anos, quando cada setor passou a realizar suas próprias feiras. Hoje, o que existe é um movimento que vem crescendo a cada edição para tornar a Festa da Uva mais festiva”, explica Tonus.
O coordenador de projetos especiais da Secretaria, Eduardo Dall´Alba, entende que não há como deixar de realizar as feiras comerciais e industriais, porque elas fazem parte da tradição do evento caxiense. Mas acredita também que as pessoas que não gostam da feira devem ter a opção de simplesmente festejar. “Estamos tentando fazer mais do que um resgate do tempo em que a festa era somente festa. Queremos trazer de volta o aconchego para a Festa da Uva”.
O presidente da Comissão Comunitária, Gelson Palavro, diz que a edição deste ano está sendo elaborada para emocionar os visitantes. Ele lembra que haverá atrações culturais em todos os espaços do parque para que as pessoas tenham, o tempo inteiro, o sentimento de participar de uma comemoração. “Essa Festa da Uva é um convite para que as pessoas embarquem em uma viagem inesquecível de alegria e de emoção. Quem visitar a Festa vai realmente se emocionar”, garante o presidente.
Foto: Em 1º de junho de 2010, boa parte das “trinta e duas mil almas” que habitavam Caxias compareceu à Estação Férrea | Crédito: Estúdio Mancuso e Fonini, Acervo Histórico Municipal, João Spadari Adami/ O Caxiense
Da versão impressa














Comentários
16 de February de 2010 às 20:54
Grande terra!
Sou a 3ª geração de caxienses da família, meus antepassados falam muito bem dessa terra, mas está deixando suas origens de lado e acolhendo muitas diversificações.
Uma dica pra vocês, saiam nas ruas e vejam o número absurdo de moradores de rua, favelas, violência…
Uma vez quando morria alguém de violência urbana em Caxias, ficava-se um mês comentando tal absurdo – hoje isso é tão comum que vivemos como nossos amigos da capital, todos com fome da pressa e de sair na frente dos outros que nem ligam pra sociedade.
Se temos um município melhor que os outros, devemos agradecer a quem? Aos imigrantes brasileiros(de outros estados) ou aos europeus?
17 de February de 2010 às 09:17
Comemorar chegada do Trem? Mas comemorar o que? Onde está o trem? ou trilhos do trem? sim…há um estudo para reativação? Estudo baseado em política…somente discursos, mas sem resultados…
Recordar é bom e é saudável. Mas viver nele é atraso. se nao fosse assim, estaria comemorando título inedito do Renner, extinta equipe de futebol e que foi campeã gaucho.
mas tudo bem, vou andar de trem em Bento ou Garibaldi…sim, na arcaica Maria Fumaça…ao menos lá tem.
17 de February de 2010 às 16:17
[...] >>> Uma festa para a história que trilhamos [...]
18 de February de 2010 às 08:57
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18 de February de 2010 às 10:07
Entendo a importância do trem para o desenvolvimento da região. No entanto, ao focar o tema da Festa da Uva nesta questão e tornar a Maria Fumaça o destaque da sua campanha publicitária, estão vendendo para os turistas desavisados algo que não faz mais parte da vida da cidade, nem mesmo sob forma de preservação histórica. O próprio O Caxiense, que diga-se de passagem tem mostrado a cada dia que veio para ficar, “embarcou nessa estação”, estampando na capa da sua última edição impressa o saudoso trem. Vai ter muito visitante frustrado procurando pela simpática locomotiva.Neste caso, o jeito será explicar para eles o caminho para Garibaldi ou Bento. Porque por aqui, o máximo que verão será , quem sabe, alguma foto antiga. Ou, talvez, alguma réplica de papelão feita para os desfiles da Rua Sinimbu.
18 de February de 2010 às 15:03
“Duas iniciativas levaram Caxias ao que ela é hoje: a estrada de ferro e a Festa da Uva”.
HAHAH, yeah, right.
18 de February de 2010 às 15:32
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18 de February de 2010 às 16:46
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18 de February de 2010 às 19:16
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18 de February de 2010 às 19:34
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22 de February de 2010 às 10:42
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22 de February de 2010 às 18:11
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8 de March de 2010 às 18:33
[...] encerramento da Festa da Uva 2010, que ocorreu no domingo no Espaço Multicultural, foi um momento de comemoração para a comissão [...]
16 de April de 2010 às 14:54
[...] 11 mil crianças das escolas públicas. O trem faz parte do projeto Expresso da Leitura, em comemoração aos 100 anos de chegada do trem em Caxias, e está vinculado ao já existente projeto Tapete Mágico, que ocorre de 19 de abril a 12 de maio, [...]
24 de May de 2010 às 16:21
[...] >>> LEIA TAMBÉM: Uma festa para a história que trilhamos [...]
1 de June de 2010 às 17:52
[...] terça, sinos de algumas igrejas da cidade badalaram simultaneamente relembrando a chegada do trem há 100 anos. Em São Pelegrino, às 15h40 se ouvia os sinos da Igreja dos Capuchinhos, no bairro Rio Branco. Os [...]
9 de June de 2010 às 17:27
[...] No dia 1º de junho de 1910, ainda em clima de comemoração pela chegada do trem, os caxienses tiveram outro motivo para festejar: a elevação de Caxias à categoria de cidade. Tal notícia chegou em forma de telegrama, enviada pelo governador do Estado Rio Grande do Sul, Exmo. Sr. Carlos Barbosa, no baile que então se realizava no Clube Juvenil. [...]
11 de June de 2010 às 17:03
[...] A pequena amostra mescla imagens antigas das áreas urbanas e rurais do município com entrevistas de moradores centenários da cidade, como Guerino Angelo Boff, Santina Pizzeti Pescador e Olívia Itália Zanol, que já ilustrou uma reportagem d´O CAXIENSE durante a Festa da Uva. [...]
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