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    O primeiro desafio como profissional

    por O Caxiense | 09/01/2010 às 15:06

    Treinador Osmar Loss Vieira, que trabalhou 15 anos no Inter, agarrou oportunidade oferecida pela direção do Ju |
    Ao contrário da grande maioria dos colegas de profissão, aos 34 anos Osmar Loss Vieira pode ser considerado um treinador experiente. Começou a trabalhar com 19 anos no Internacional, em Porto Alegre. Passou por todas as categorias de base e conquistou mais de 30 títulos – entre eles, o Brasileiro Sub-20 (2006), o bicampeonato gaúcho de Juniores (2008/2009), dois torneios na Itália (2005 e 2009) –, sendo o mais recente a Copa Arthur Dallegrave, no último semestre, com o time B colorado. Comparado pela imprensa da Capital com o estilo de Mano Menezes, 47 anos, gaúcho com passagens por XV de Novembro, Caxias e Grêmio, hoje no Corinthians, pode-se dizer que Loss tem atitude.
    Na sua apresentação como técnico alviverde, na manhã do dia 23 de dezembro de 2009, falou firme e frisou que não veio para Caxias do Sul por dinheiro. Ele deve receber em torno de R$ 15 mil mensais, mesmo valor do comandante do rival Caxias, Julinho Camargo, 38 anos, ex-treinador dos Juniores e do time B do Grêmio – vale destacar que Loss reeditará a rivalidade com Julinho, vivida na base da dupla Gre-Nal, agora pela dupla Ca-Ju. Segundo Loss, o Inter fez uma contraproposta superior a do Juventude. Mas preferiu encarar o desafio. “O Inter cobriu a oferta. Mas a possibilidade de me tornar o técnico principal de uma equipe foi mais forte. Era uma questão de oportunidade e não financeira. Tenho muito a agradecer ao colorado, que sempre me tratou bem, de forma honesta. Eles me fizeram crescer dentro do clube e como treinador. Agora, meu foco está voltado para a proposta da direção caxiense”, analisou.
    Loss disse que conhece as dificuldades financeiras do novo clube, principalmente depois da queda para a Série C do Campeonato Brasileiro. “A direção do Juventude, ao me contatar, externou toda a situação. Quando iniciamos uma nova jornada, dificilmente começamos por cima e com qualidade. Ou seja, sempre haverá obstáculos. Vamos nos adaptar e formar um time competitivo.” Loss já havia se apresentado no Estádio Beira-Rio como treinador do time B uma semana antes. Inclusive deu entrevistas sobre a programação de trabalho e a oportunidade de trabalhar pela primeira vez em uma competição profissional. Mas tudo mudou após uma ligação telefônica recebida no final da tarde do dia 18 de dezembro, uma sexta-feira. “Foi o primeiro contato do Juventude. Antes, eu havia acompanhado de perto as últimas cinco rodadas da Série B. Torci para o Juventude não cair, pois, como treinador, quanto mais clubes gaúchos tiverem destaque no cenário do futebol, melhor”, lembra. A negociação avançou para o final de semana e culminou na noite de terça. Na manhã do dia 23, Loss, sentado ao lado do vice de futebol, Juarez Ártico, e do presidente Milton Scola, concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do Estádio Alfredo Jaconi como técnico.
    *
    O técnico atuou com os atacantes Taison, Luiz Adriano e Alexandre Pato, no período que esteve nas categorias de base coloradas
    *
    Loss trabalhou 15 anos no Inter. Começou aos 19 anos como recreacionista da categoria Sub-10. Um ano depois, em 1995, com a mesma meninada, virou preparador físico e, depois de três meses, tornou-se treinador. “Com o passar dos anos fui subindo, passei pelo Juvenil, Juniores e time B”, conta. Entre alguns jogadores que se destacaram ou foram vendidos pelo colorado e que trabalharam com Loss estão o volante Sandro, os zagueiros Sidnei e Titi, o goleiro Muriel e os atacantes Luiz Adriano, Taison e Alexandre Pato. Este último, em especial, hoje no Milan (Itália) foi “puxado” para o Juvenil do Sub-15 pelo técnico do Juventude. “Em seis meses ele estourou e foi para os Juniores. Pouco depois foi para o profissional”, complementa.
    Nascido em Passo Fundo, Loss viveu por lá até os três anos, quando se mudou com os avós para Camargo, hoje cidade que, na época, era distrito de Marau, também na região Noroeste do Estado. A mãe residia em Porto Alegre. Quando completou 10 anos foi para a Capital, cursou o 2º grau e, por gostar muito de futebol (não de jogar), em 1997 formou-se em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Antes disso, atuava em projetos de extensão ligados ao esporte.
    Até encontrar uma residência para trazer de Porto Alegre a esposa e a filha Mariana, de cinco anos, que moram no bairro Ipanema, na Zona Sul, Loss ficará sozinho em Caxias, em um hotel. As horas de folga, mesmo no tempo do Inter, sempre foram ocupadas com futebol. “Gravo e assisto tudo o que posso. Sou casado há oito anos. Minha família entendeu a escolha. Tenho muito trabalho pela frente, pois o Juventude é, provavelmente, a última equipe a iniciar a preparação para o Campeonato Gaúcho”, alerta o técnico. A apresentação do grupo ocorreu na manhã do dia 2. Depois de testes médicos e físicos os atletas começaram a preparação na manhã de segunda, dia 4.
    Pelo conhecimento adquirido com jogadores jovens, dos cinco reforços anunciados pelo alviverde, três não têm 25 anos – dois deles trabalharam com Loss no Inter, os zagueiros Ferreira e Fred. “Essa é a proposta. O Juventude quer apostar na base. Tenho uma agenda, um banco de dados de jogadores. Trazer atleta que atuou comigo no Inter não é pré-requisito. Todos os nomes são discutidos com a direção. Por ter trabalhado uma década e meia no mesmo clube consegui ter experiências com grandes treinadores”, afirmou. Nas categorias de base, Loss cita Mano Menezes, André Luis (hoje no Brasil, de Pelotas), Lisca (hoje no Porto Alegre) e Guto Ferreira. “No profissional, chamaram minha atenção o Paulo Autuori (hoje no Al-Rayan, nos Emirados Árabes), o Carlos Alberto Parreira (Seleção da África do Sul), o Muricy Ramalho (Palmeiras) e o Abel Braga (Al-Jazira, Emirados Árabes). Posso dizer que foram eles que nortearam minha profissão. O contato era diário principalmente com o Muricy e o Abel, pois nessa época eu estava nos Juniores. Sempre que possível eu colava neles para trocar ideias”, elenca.
    *
    Paulo Autuori,Carlos Alberto Parreira, Muricy Ramalho e Abel Braga são alguns dos profissionais que inspiram o comandante papo
    *
    Outro quesito aproveitado por Loss para adquirir conhecimento foi vestiário. Isso porque lidar com a gurizada até 18 ou 19 anos é diferente de um atleta formado. “Observei maneiras de como conduzir um vestiário. Cada jogador tem um tipo de reação para determinada situação. Os jovens, em geral, são mais ansiosos. É preciso trabalhar esse lado emocional”, pondera o comandante alviverde. No Juventude, Loss pretende convencer o grupo de que a dura missão de 2010 será em prol do clube. Como resultado, todos terão destaque profissional. “O futebol não tem muita lógica, na verdade. O processo do Juventude é esse: reestruturação. Será um processo contínuo, não feito em dois meses. Assinei contrato por um ano e pretendo formar uma equipe competitiva”, resume.
    Loss avalia que a torcida pode estar desconfiada pela aposta da direção em um treinador jovem. Porém, sem (ainda) ser criticado publicamente, se defende dizendo que aceitou o convite por conhecer a estrutura do Ju. “Já trabalhei aqui dentro e sei a força que tem a torcida quando lota o Jaconi. Meu objetivo, em conjunto com a direção, é o de recolocar o clube num patamar mais elevado. Abri mão da confiança e da segurança de trabalho porque acredito no projeto que está sendo encaminhado”, projeta.
    Nesse sentido, o vice de futebol reforça que o nome de Loss sempre esteve na primeira posição da lista de opções para treinar o time este ano. “Ele veio para Caxias do Sul sabendo da proposta de atuar com um time essencialmente jovem”, observa Ártico. Para o presidente alviverde, é preciso criar agora uma base sólida para encarar todos os desafios do ano – Gauchão, Copa do Brasil e 3ª Divisão. “Queremos, precisamos e vamos montar um time de garotos, mesclando alguma experiência. Repito que precisamos de paciência, direção e torcida, para que o Osmar Loss implante suas diretrizes de trabalho”, discursa Scola.
    *
    “O futebol não tem muita lógica, na verdade. O processo do Ju é esse: reestruturação”, diz Loss, natural de Passo Fundo
    *
    O treinador papo pretende trabalhar com um grupo máximo de 26 jogadores. O clube tinha 21 contratos com atletas da temporada passada, sendo que alguns já foram rescindidos e outros provavelmente serão emprestados. “Trabalho com um modelo de jogo, respeitando a posição de cada atleta”, revela. A chance de treinar um time principal, algo que não deveria acontecer no Internacional, não pretende ser desperdiçada. “Foi uma questão de oportunidade. Eu olhei para a história dos últimos treinadores que saíram do Rio Grande do Sul e vi que todos   com grande sucesso passaram pelo Juventude. Não pude negar o convite. Quero dar um passo adiante na carreira, demonstrar competência.” E Loss não se abate ao lembrar que no segundo semestre as dificuldades serão maiores com a disputa da Série C. “Independentemente da situação financeira, a gente vai conseguir contornar, dar a voltar por cima, e crescer, tanto o clube quanto o profissional Loss”, completou.
    Para isso, ele acompanha os treinos do Juvenil e, de longe, monitora a atuação dos Juniores na Copa São Paulo. Além dos cinco reforços já anunciados, pelo menos outros três atletas devem desembarcar no Jaconi para a disputa do Estadual. O Ju estreia no Gauchão 2010 às 11h do dia 17 de janeiro, diante do São José, no Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre. Os papos estão na Chave 1 ao lado de Grêmio, Avenida, Porto Alegre, Ypiranga, Inter-SM, Novo Hamburgo e Esportivo. Até lá, está previsto um jogo-treino no Jaconi, segunda, dia 11, contra o Sindicato dos Atletas Profissionais. Até a estreia, a expectativa da direção e da torcida só tende a aumentar com relação ao desempenho de Loss. Sua experiência com os jovens talvez seja o fator fundamental para enfrentar seu primeiro desafio como treinador profissional.
    (da versão impressa)
    Foto: Osmar Loss diz que conhece a estrutura do Juventude e que será preciso passar por adaptações para que um time competitivo seja formado | Crédito: Maicon Damasceno/O Caxiense

    Treinador Osmar Loss Vieira, que trabalhou 15 anos no Inter, agarrou oportunidade oferecida pela direção do Ju |

    Ao contrário da grande maioria dos colegas de profissão, aos 34 anos Osmar Loss Vieira pode ser considerado um treinador experiente. Começou a trabalhar com 19 anos no Internacional, em Porto Alegre. Passou por todas as categorias de base e conquistou mais de 30 títulos – entre eles, o Brasileiro Sub-20 (2006), o bicampeonato gaúcho de Juniores (2008/2009), dois torneios na Itália (2005 e 2009) –, sendo o mais recente a Copa Arthur Dallegrave, no último semestre, com o time B colorado. Comparado pela imprensa da Capital com o estilo de Mano Menezes, 47 anos, gaúcho com passagens por XV de Novembro, Caxias e Grêmio, hoje no Corinthians, pode-se dizer que Loss tem atitude.

    Na sua apresentação como técnico alviverde, na manhã do dia 23 de dezembro de 2009, falou firme e frisou que não veio para Caxias do Sul por dinheiro. Ele deve receber em torno de R$ 15 mil mensais, mesmo valor do comandante do rival Caxias, Julinho Camargo, 38 anos, ex-treinador dos Juniores e do time B do Grêmio – vale destacar que Loss reeditará a rivalidade com Julinho, vivida na base da dupla Gre-Nal, agora pela dupla Ca-Ju. Segundo Loss, o Inter fez uma contraproposta superior a do Juventude. Mas preferiu encarar o desafio. “O Inter cobriu a oferta. Mas a possibilidade de me tornar o técnico principal de uma equipe foi mais forte. Era uma questão de oportunidade e não financeira. Tenho muito a agradecer ao colorado, que sempre me tratou bem, de forma honesta. Eles me fizeram crescer dentro do clube e como treinador. Agora, meu foco está voltado para a proposta da direção caxiense”, analisou.

    Loss disse que conhece as dificuldades financeiras do novo clube, principalmente depois da queda para a Série C do Campeonato Brasileiro. “A direção do Juventude, ao me contatar, externou toda a situação. Quando iniciamos uma nova jornada, dificilmente começamos por cima e com qualidade. Ou seja, sempre haverá obstáculos. Vamos nos adaptar e formar um time competitivo.” Loss já havia se apresentado no Estádio Beira-Rio como treinador do time B uma semana antes. Inclusive deu entrevistas sobre a programação de trabalho e a oportunidade de trabalhar pela primeira vez em uma competição profissional. Mas tudo mudou após uma ligação telefônica recebida no final da tarde do dia 18 de dezembro, uma sexta-feira. “Foi o primeiro contato do Juventude. Antes, eu havia acompanhado de perto as últimas cinco rodadas da Série B. Torci para o Juventude não cair, pois, como treinador, quanto mais clubes gaúchos tiverem destaque no cenário do futebol, melhor”, lembra. A negociação avançou para o final de semana e culminou na noite de terça. Na manhã do dia 23, Loss, sentado ao lado do vice de futebol, Juarez Ártico, e do presidente Milton Scola, concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do Estádio Alfredo Jaconi como técnico.

    O técnico atuou com os atacantes Taison, Luiz Adriano e Alexandre Pato, no período que esteve nas categorias de base coloradas

    Loss trabalhou 15 anos no Inter. Começou aos 19 anos como recreacionista da categoria Sub-10. Um ano depois, em 1995, com a mesma meninada, virou preparador físico e, depois de três meses, tornou-se treinador. “Com o passar dos anos fui subindo, passei pelo Juvenil, Juniores e time B”, conta. Entre alguns jogadores que se destacaram ou foram vendidos pelo colorado e que trabalharam com Loss estão o volante Sandro, os zagueiros Sidnei e Titi, o goleiro Muriel e os atacantes Luiz Adriano, Taison e Alexandre Pato. Este último, em especial, hoje no Milan (Itália) foi “puxado” para o Juvenil do Sub-15 pelo técnico do Juventude. “Em seis meses ele estourou e foi para os Juniores. Pouco depois foi para o profissional”, complementa.

    Nascido em Passo Fundo, Loss viveu por lá até os três anos, quando se mudou com os avós para Camargo, hoje cidade que, na época, era distrito de Marau, também na região Noroeste do Estado. A mãe residia em Porto Alegre. Quando completou 10 anos foi para a Capital, cursou o 2º grau e, por gostar muito de futebol (não de jogar), em 1997 formou-se em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Antes disso, atuava em projetos de extensão ligados ao esporte.

    Até encontrar uma residência para trazer de Porto Alegre a esposa e a filha Mariana, de cinco anos, que moram no bairro Ipanema, na Zona Sul, Loss ficará sozinho em Caxias, em um hotel. As horas de folga, mesmo no tempo do Inter, sempre foram ocupadas com futebol. “Gravo e assisto tudo o que posso. Sou casado há oito anos. Minha família entendeu a escolha. Tenho muito trabalho pela frente, pois o Juventude é, provavelmente, a última equipe a iniciar a preparação para o Campeonato Gaúcho”, alerta o técnico. A apresentação do grupo ocorreu na manhã do dia 2. Depois de testes médicos e físicos os atletas começaram a preparação na manhã de segunda, dia 4.

    Pelo conhecimento adquirido com jogadores jovens, dos cinco reforços anunciados pelo alviverde, três não têm 25 anos – dois deles trabalharam com Loss no Inter, os zagueiros Ferreira e Fred. “Essa é a proposta. O Juventude quer apostar na base. Tenho uma agenda, um banco de dados de jogadores. Trazer atleta que atuou comigo no Inter não é pré-requisito. Todos os nomes são discutidos com a direção. Por ter trabalhado uma década e meia no mesmo clube consegui ter experiências com grandes treinadores”, afirmou. Nas categorias de base, Loss cita Mano Menezes, André Luis (hoje no Brasil, de Pelotas), Lisca (hoje no Porto Alegre) e Guto Ferreira. “No profissional, chamaram minha atenção o Paulo Autuori (hoje no Al-Rayan, nos Emirados Árabes), o Carlos Alberto Parreira (Seleção da África do Sul), o Muricy Ramalho (Palmeiras) e o Abel Braga (Al-Jazira, Emirados Árabes). Posso dizer que foram eles que nortearam minha profissão. O contato era diário principalmente com o Muricy e o Abel, pois nessa época eu estava nos Juniores. Sempre que possível eu colava neles para trocar ideias”, elenca.

    Paulo Autuori,Carlos Alberto Parreira, Muricy Ramalho e Abel Braga são alguns dos profissionais que inspiram o comandante papo

    Outro quesito aproveitado por Loss para adquirir conhecimento foi vestiário. Isso porque lidar com a gurizada até 18 ou 19 anos é diferente de um atleta formado. “Observei maneiras de como conduzir um vestiário. Cada jogador tem um tipo de reação para determinada situação. Os jovens, em geral, são mais ansiosos. É preciso trabalhar esse lado emocional”, pondera o comandante alviverde. No Juventude, Loss pretende convencer o grupo de que a dura missão de 2010 será em prol do clube. Como resultado, todos terão destaque profissional. “O futebol não tem muita lógica, na verdade. O processo do Juventude é esse: reestruturação. Será um processo contínuo, não feito em dois meses. Assinei contrato por um ano e pretendo formar uma equipe competitiva”, resume.

    Loss avalia que a torcida pode estar desconfiada pela aposta da direção em um treinador jovem. Porém, sem (ainda) ser criticado publicamente, se defende dizendo que aceitou o convite por conhecer a estrutura do Ju. “Já trabalhei aqui dentro e sei a força que tem a torcida quando lota o Jaconi. Meu objetivo, em conjunto com a direção, é o de recolocar o clube num patamar mais elevado. Abri mão da confiança e da segurança de trabalho porque acredito no projeto que está sendo encaminhado”, projeta.

    Nesse sentido, o vice de futebol reforça que o nome de Loss sempre esteve na primeira posição da lista de opções para treinar o time este ano. “Ele veio para Caxias do Sul sabendo da proposta de atuar com um time essencialmente jovem”, observa Ártico. Para o presidente alviverde, é preciso criar agora uma base sólida para encarar todos os desafios do ano – Gauchão, Copa do Brasil e 3ª Divisão. “Queremos, precisamos e vamos montar um time de garotos, mesclando alguma experiência. Repito que precisamos de paciência, direção e torcida, para que o Osmar Loss implante suas diretrizes de trabalho”, discursa Scola.

    “O futebol não tem muita lógica, na verdade. O processo do Ju é esse: reestruturação”, diz Loss, natural de Passo Fundo

    O treinador papo pretende trabalhar com um grupo máximo de 26 jogadores. O clube tinha 21 contratos com atletas da temporada passada, sendo que alguns já foram rescindidos e outros provavelmente serão emprestados. “Trabalho com um modelo de jogo, respeitando a posição de cada atleta”, revela. A chance de treinar um time principal, algo que não deveria acontecer no Internacional, não pretende ser desperdiçada. “Foi uma questão de oportunidade. Eu olhei para a história dos últimos treinadores que saíram do Rio Grande do Sul e vi que todos   com grande sucesso passaram pelo Juventude. Não pude negar o convite. Quero dar um passo adiante na carreira, demonstrar competência.” E Loss não se abate ao lembrar que no segundo semestre as dificuldades serão maiores com a disputa da Série C. “Independentemente da situação financeira, a gente vai conseguir contornar, dar a voltar por cima, e crescer, tanto o clube quanto o profissional Loss”, completou.

    Para isso, ele acompanha os treinos do Juvenil e, de longe, monitora a atuação dos Juniores na Copa São Paulo. Além dos cinco reforços já anunciados, pelo menos outros três atletas devem desembarcar no Jaconi para a disputa do Estadual. O Ju estreia no Gauchão 2010 às 11h do dia 17 de janeiro, diante do São José, no Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre. Os papos estão na Chave 1 ao lado de Grêmio, Avenida, Porto Alegre, Ypiranga, Inter-SM, Novo Hamburgo e Esportivo. Até lá, está previsto um jogo-treino no Jaconi, segunda, dia 11, contra o Sindicato dos Atletas Profissionais. Até a estreia, a expectativa da direção e da torcida só tende a aumentar com relação ao desempenho de Loss. Sua experiência com os jovens talvez seja o fator fundamental para enfrentar seu primeiro desafio como treinador profissional.

    (da versão impressa)

    Foto: Osmar Loss diz que conhece a estrutura do Juventude e que será preciso passar por adaptações para que um time competitivo seja formado | Crédito: Maicon Damasceno/O Caxiense

    Categoria: Esportes, Impresso, Juventude | Tags: futebol,Impresso,Juventude,Osmar Loss

    Comentários

    • Leonardo
      11 de January de 2010 às 07:38

      Força, Osmar! A Papada está contigo, tenha certeza disso. Parabéns ao “O Caxiense” pela excelente matéria.

    • gustavo
      11 de January de 2010 às 12:53

      vamos nessa professor, a alma da PAPADA não vai sossehar enquanto esse clube não tover no seu devido lugar

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