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    Bastidores da política (e da cidade)

    por Renato Henrichs | 09/01/2010 às 15:06

    “Antes que isso aconteça, eu derrubo a prefeitura”
    Maria Aparecida Steca, a Cida, presidente da Amob Portinari, à reportagem da Rádio Caxias, sobre a possibilidade de deslizamentos no bairro diante da falta de uma resposta adequada da Secretaria Municipal da Habitação para remover moradores de áreas de risco
    Precedência |
    Entre outros pretendentes do partido, um pedetista está tranquilo em relação à sua condição de pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa na eleição de outubro próximo. É o vereador Gustavo Toigo.
    Eleito para a Câmara Municipal há duas legislaturas, Toigo concorreu a uma cadeira na Assembleia em 2006. Obteve 9.119 votos, o que o tornou suplente de deputado. E essa condição, por sua vez, lhe dá precedência no momento em que a coordenadoria regional do PDT definir as candidaturas.
    Como o PDT estadual decidiu que o partido deverá apresentar um candidato à Assembleia para cada 150 mil eleitores, Caxias do Sul terá dois pretendentes. E aí fica a dúvida: Toigo e Alceu Barbosa Velho ou Toigo e Vinicius Ribeiro?
    Mala nunca mais |
    Não, não há a menor chance. Valmor Berzaghi, o Cabeça, e o filho Paulo não pretendem levar o extinto concurso Mala do Ano para o novo Boteco 13. A brincadeira – e a escolha não passava disso, uma brincadeira entre frequentadores – desgastou-se com o tempo e, nos últimos anos em que foi realizada, trouxe mais aborrecimentos do que alegria aos proprietários do bar, que ainda busca resistir como ponto de encontro de políticos locais e visitantes.
    O novo Boteco 13 será inaugurado, claro, neste dia 13, no Largo da Estação Férrea.
    Rigidez necessária |
    Além de alagamentos ocorridos em pontos da cidade, o perigo representado por habitações em zonas de risco é tema de discussões entre os vereadores.
    Está claro que o município precisa ser mais rígido nas autorizações para construções em determinadas áreas.
    De qualquer forma, incluir uma avaliação severa sobre riscos de deslizamentos ou de enchentes nas exigências para o licenciamento de loteamentos e condomínios passou a ser uma exigência inadiável.
    Detalhe menor |
    A prefeitura não exagera quando diz que a pavimentação da Rua Atílio Andreazza é uma reivindicação de 30 anos.
    Desde que foi inaugurado o Cemitério Parque, nos anos 1970, a comunidade dos bairros que surgiram naquela região reclama da poeira ou do barro.
    A pavimentação (parte com paralelepípedos, parte com asfalto) da Atílio Andreazza beneficiará o transporte de passageiros. Os usuários das cinco linhas de ônibus que circulam por aquela via passarão a ter mais conforto.
    Aliás, é inadmissivel que muitas ruas em que circulam ônibus urbanos ainda não estejam – todas elas – pavimentadas. Tal medida seria uma forma de colocar em prática o discurso oficial da priorização do transporte coletivo.
    3 PERGUNTAS PARA ALCEU BARBOSA VELHO
    Em exercício no cargo de prefeito durante parte desta semana, o vice-prefeito Alceu não vê problemas em candidatar-se a deputado estadual – por sinal, um direito dele, como político e como pedetista
    De que forma o senhor encara as reações de algumas pessoas diante da sua intenção de disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa?
    De forma natural. Penso que as pessoas (pouquíssimas, é verdade) que reagiram a minha pré-candidatura a deputado estadual imaginam que eu devesse apostar na hipótese de ser candidato a prefeito em 2012. Acontece que 2012 está muito longe e ninguém tem qualquer garantia de quem vai ser candidato. Aliás, ninguém é candidato de si mesmo. Tudo depende de uma grande construção política que defenderemos quando chegar o momento. Minha pré-candidatura a deputado estadual não é diferente: foi uma construção coletiva. Há um grande grupo, dentro do diretório, que a defende. De outra parte, quero esclarecer que minha pré-candidatura a deputado estadual não é contra ninguém: é uma pré-candidatura do meu partido, o PDT.
    O certo não seria esperar 2012 para concorrer a prefeito, aproveitando os frutos da administração Sartori/Alceu?
    Como já disse, 2012 está muito longe. Com relação aos “frutos da Administração Sartori/Alceu”, estes não são só nossos. Somos 15 partidos administrando Caxias do Sul. Portanto, a questão de candidatura a prefeito passa, necessariamente, por todos. Todos terão que ser chamados, no tempo certo, a opinar, debater. É isso que defendo: a manutenção da união existente em 2004 e 2008, independente de quem será o candidato. Evidentemente que o PDT tem aspirações, mas temos que respeitar e ouvir todos.
    Existe acordo formalizado com Sartori para que este o apóie no caso de uma candidatura a prefeito em 2012?
    Não. Aliás, muito boa a pergunta para tirar qualquer dúvida que possa existir a respeito. Tanto em 2004 quanto em 2008, nas duas eleições do prefeito Sartori, nunca houve qualquer comprometimento de apoio a este ou aquele partido para o futuro. Repito: houve uma união em torno de Sartori, sendo meu nome indicado para vice, não só pelo meu partido, mas por todos os demais. Assim, uma candidatura para prefeito em 2012 passa por uma ampla discussão entre todos os partidos envolvidos. Seria muita pretensão do PMDB ou do PDT acharem que têm algum direito adquirido por estarem hoje à frente dessa grande e vitoriosa coligação.
    Endereço certo |
    Durante o ato de posse do vereador Moisés Paese na presidência da Câmara, o prefeito José Ivo Sartori deu a letrinha aos candidatos que atuam na administração municipal: “Temos que ser grandes para entender. Quem deve definir o caminho eleitoral são os partidos. A prefeitura não deve entrar nessa disputa”.
    Preço da democracia |
    Na mesma solenidade, Sartori solidarizou-se com o ex-presidente do Legislativo, Édio Elói Frizzo, que defende a ampliação do número de vereadores em Caxias (para 23 ou, dependendo do novo Censo, para 25).
    Assim como o parlamentar do PSB, Sartori entende que aumento do número de vereadores significaria maior representatividade dos caxienses no Poder Legislativo. Sobre os custos que essa ampliação poderia proporcionar, o prefeito foi taxativo: “A democracia custa caro”.
    Ocupação |
    Iniciou finalmente esta semana a reforma do prédio que abrigava os cursos da Faculdade Mont’Serrat, na Rua Borges de Medeiros. O edifício de quatro andares foi alugado pela prefeitura em setembro de 2009 para sediar os setores burocráticos da Secretaria Municipal da Educação.
    Com o início das obras, entende-se que o local começará a ser ocupado a partir do próximo mês de março, início do ano letivo.
    O aluguel de R$ 16 mil mensais está sendo pago desde novembro passado.
    Segurança |
    Durou pouco a comemoração do 12° BPM sobre a redução de vários índices de criminalidade em Caxias do Sul no ano passado. A morte de um jovem na tarde  de quinta-feira, dia 7, mostra que ainda há muito o que fazer na área da segurança. É notória, por exemplo, a falta de policiamento nas proximidades da Estação Rodoviária – por sinal, onde ocorreu o latrocínio.
    Lula outra vez |
    A eleição presidencial é apenas em outubro, mas a campanha já está nas ruas (sem falar na maciça publicidade do governo em emissoras de rádio e televisão). A essa altura, valem todos os artifícios para passar por cima das restrições da legislação eleitoral.
    A foto ao lado mostra adesivo afixado em veículo que vincula a pré-candidata Dilma Roussef ao presidente Lula, uma estratégia que promete ser o mote da campanha.
    Sabiamente, a deputada estadual e candidata a reeleição Marisa Formolo vai no embalo.
    (da versão impressa)

    “Antes que isso aconteça, eu derrubo a prefeitura”

    Maria Aparecida Steca, a Cida, presidente da Amob Portinari, à reportagem da Rádio Caxias, sobre a possibilidade de deslizamentos no bairro diante da falta de uma resposta adequada da Secretaria Municipal da Habitação para remover moradores de áreas de risco

    Precedência |

    Entre outros pretendentes do partido, um pedetista está tranquilo em relação à sua condição de pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa na eleição de outubro próximo. É o vereador Gustavo Toigo.

    Eleito para a Câmara Municipal há duas legislaturas, Toigo concorreu a uma cadeira na Assembleia em 2006. Obteve 9.119 votos, o que o tornou suplente de deputado. E essa condição, por sua vez, lhe dá precedência no momento em que a coordenadoria regional do PDT definir as candidaturas.

    Como o PDT estadual decidiu que o partido deverá apresentar um candidato à Assembleia para cada 150 mil eleitores, Caxias do Sul terá dois pretendentes. E aí fica a dúvida: Toigo e Alceu Barbosa Velho ou Toigo e Vinicius Ribeiro?

    Mala nunca mais |

    Não, não há a menor chance. Valmor Berzaghi, o Cabeça, e o filho Paulo não pretendem levar o extinto concurso Mala do Ano para o novo Boteco 13. A brincadeira – e a escolha não passava disso, uma brincadeira entre frequentadores – desgastou-se com o tempo e, nos últimos anos em que foi realizada, trouxe mais aborrecimentos do que alegria aos proprietários do bar, que ainda busca resistir como ponto de encontro de políticos locais e visitantes.

    O novo Boteco 13 será inaugurado, claro, neste dia 13, no Largo da Estação Férrea.

    Rigidez necessária |

    Além de alagamentos ocorridos em pontos da cidade, o perigo representado por habitações em zonas de risco é tema de discussões entre os vereadores.

    Está claro que o município precisa ser mais rígido nas autorizações para construções em determinadas áreas.

    De qualquer forma, incluir uma avaliação severa sobre riscos de deslizamentos ou de enchentes nas exigências para o licenciamento de loteamentos e condomínios passou a ser uma exigência inadiável.

    Detalhe menor |

    A prefeitura não exagera quando diz que a pavimentação da Rua Atílio Andreazza é uma reivindicação de 30 anos.

    Desde que foi inaugurado o Cemitério Parque, nos anos 1970, a comunidade dos bairros que surgiram naquela região reclama da poeira ou do barro.

    A pavimentação (parte com paralelepípedos, parte com asfalto) da Atílio Andreazza beneficiará o transporte de passageiros. Os usuários das cinco linhas de ônibus que circulam por aquela via passarão a ter mais conforto.

    Aliás, é inadmissivel que muitas ruas em que circulam ônibus urbanos ainda não estejam – todas elas – pavimentadas. Tal medida seria uma forma de colocar em prática o discurso oficial da priorização do transporte coletivo.

    3 PERGUNTAS PARA ALCEU BARBOSA VELHO

    Em exercício no cargo de prefeito durante parte desta semana, o vice-prefeito Alceu não vê problemas em candidatar-se a deputado estadual – por sinal, um direito dele, como político e como pedetista

    De que forma o senhor encara as reações de algumas pessoas diante da sua intenção de disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa?

    De forma natural. Penso que as pessoas (pouquíssimas, é verdade) que reagiram a minha pré-candidatura a deputado estadual imaginam que eu devesse apostar na hipótese de ser candidato a prefeito em 2012. Acontece que 2012 está muito longe e ninguém tem qualquer garantia de quem vai ser candidato. Aliás, ninguém é candidato de si mesmo. Tudo depende de uma grande construção política que defenderemos quando chegar o momento. Minha pré-candidatura a deputado estadual não é diferente: foi uma construção coletiva. Há um grande grupo, dentro do diretório, que a defende. De outra parte, quero esclarecer que minha pré-candidatura a deputado estadual não é contra ninguém: é uma pré-candidatura do meu partido, o PDT.

    O certo não seria esperar 2012 para concorrer a prefeito, aproveitando os frutos da administração Sartori/Alceu?

    Como já disse, 2012 está muito longe. Com relação aos “frutos da Administração Sartori/Alceu”, estes não são só nossos. Somos 15 partidos administrando Caxias do Sul. Portanto, a questão de candidatura a prefeito passa, necessariamente, por todos. Todos terão que ser chamados, no tempo certo, a opinar, debater. É isso que defendo: a manutenção da união existente em 2004 e 2008, independente de quem será o candidato. Evidentemente que o PDT tem aspirações, mas temos que respeitar e ouvir todos.

    Existe acordo formalizado com Sartori para que este o apóie no caso de uma candidatura a prefeito em 2012?

    Não. Aliás, muito boa a pergunta para tirar qualquer dúvida que possa existir a respeito. Tanto em 2004 quanto em 2008, nas duas eleições do prefeito Sartori, nunca houve qualquer comprometimento de apoio a este ou aquele partido para o futuro. Repito: houve uma união em torno de Sartori, sendo meu nome indicado para vice, não só pelo meu partido, mas por todos os demais. Assim, uma candidatura para prefeito em 2012 passa por uma ampla discussão entre todos os partidos envolvidos. Seria muita pretensão do PMDB ou do PDT acharem que têm algum direito adquirido por estarem hoje à frente dessa grande e vitoriosa coligação.

    Endereço certo |

    Durante o ato de posse do vereador Moisés Paese na presidência da Câmara, o prefeito José Ivo Sartori deu a letrinha aos candidatos que atuam na administração municipal: “Temos que ser grandes para entender. Quem deve definir o caminho eleitoral são os partidos. A prefeitura não deve entrar nessa disputa”.

    Preço da democracia |

    Na mesma solenidade, Sartori solidarizou-se com o ex-presidente do Legislativo, Édio Elói Frizzo, que defende a ampliação do número de vereadores em Caxias (para 23 ou, dependendo do novo Censo, para 25).

    Assim como o parlamentar do PSB, Sartori entende que aumento do número de vereadores significaria maior representatividade dos caxienses no Poder Legislativo. Sobre os custos que essa ampliação poderia proporcionar, o prefeito foi taxativo: “A democracia custa caro”.

    Ocupação |

    Iniciou finalmente esta semana a reforma do prédio que abrigava os cursos da Faculdade Mont’Serrat, na Rua Borges de Medeiros. O edifício de quatro andares foi alugado pela prefeitura em setembro de 2009 para sediar os setores burocráticos da Secretaria Municipal da Educação.

    Com o início das obras, entende-se que o local começará a ser ocupado a partir do próximo mês de março, início do ano letivo.

    O aluguel de R$ 16 mil mensais está sendo pago desde novembro passado.

    Segurança |

    Durou pouco a comemoração do 12° BPM sobre a redução de vários índices de criminalidade em Caxias do Sul no ano passado. A morte de um jovem na tarde  de quinta-feira, dia 7, mostra que ainda há muito o que fazer na área da segurança. É notória, por exemplo, a falta de policiamento nas proximidades da Estação Rodoviária – por sinal, onde ocorreu o latrocínio.

    Lula outra vez |

    A eleição presidencial é apenas em outubro, mas a campanha já está nas ruas (sem falar na maciça publicidade do governo em emissoras de rádio e televisão). A essa altura, valem todos os artifícios para passar por cima das restrições da legislação eleitoral.

    A foto ao lado mostra adesivo afixado em veículo que vincula a pré-candidata Dilma Roussef ao presidente Lula, uma estratégia que promete ser o mote da campanha.

    Sabiamente, a deputada estadual e candidata a reeleição Marisa Formolo vai no embalo.

    (da versão impressa)

    Categoria: Colunistas, Impresso | Tags: Impresso,Renato Henrichs

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