Um desembarque bem-vindo em 2014
por O Caxiense | 12/12/2009 às 11:03
Uma ou mais delegações, milhares de turistas, investimentos e divulgação. É para receber tudo isso, na Copa do Mundo do Brasil, que Caxias do Sul já se mobiliza
Existe uma cidade que dorme e acorda ligada no que Hong Kong tem pra dizer ao mundo. Uma outra ainda debruça-se a dobrar tortéis e enrolar agnolinis. O tempo que move essa gente que passa dias e noites desenvolvendo a tecnologia que fabrica até um motor a propulsão de hidrogênio é o mesmo tempo, mas em outra velocidade, que põe um alfaiate a cortar o pano e costurar ternos sob medida. Depois da chegada do trem, há quase 100 anos, a cidade nunca mais foi a mesma, e ao mesmo tempo, nunca lutou tanto para manter-se tão igual. Santa dicotomia que diversifica esse povo. E talvez por essa distância entre dois mundos na mesma cidade Caxias acabe por receber uma delegação internacional de futebol na ainda distante Copa do Brasil 2014.
Impossível não lembrar do ranço de uns e outros acusando a cidade de querer ser mais do que ela pode ser. E o velho ranço reapareceu quando a cidade fez coro para tentar participar da Copa 2014. Como coadjuvante, é claro, já que Porto Alegre é uma das 12 cidades que vão sediar jogos da Copa. Mas Caxias luta para trazer pelo menos uma delegação para descansar e treinar aqui na cidade.
Tem intelectual metido a poeta que já apimentou debate informal dizendo que esse ranço, na verdade, é inveja. E sendo ranço ou inveja disfarçada, esse sentimento é o que move a cidade. Afinal, como bem destaca a Carta de Intenções Caxias do Sul 2014, documento organizado especialmente para seduzir delegações internacionais a fixar base na cidade – ao qual O Caxiense teve acesso com exclusividade –, Caxias é o segundo polo metal-mecânico do Brasil e o maior produtor de hortifrutigranjeiros do Rio Grande do Sul.
Pelos cadastros da Secretaria Municipal da Fazenda, Caxias tem registrados mais de 30 mil estabelecimentos econômicos para um universo de 412.053 habitantes. Ou seja, existe uma empresa para cada 13 moradores. Esse empreendedorismo é responsável por mais de 150 mil empregos formais, dos quais 50% concentrados nas indústrias de transformação e na construção civil. Reunindo tudo isso, o PIB da cidade é de R$ 8,4 bilhões, equivalente a 5,83% do PIB estadual. Esse trunfo econômico leva outra característica essencial de Caxias, e que por muitas vezes vira pano de fundo das grandes decisões: a gastronomia. Caxias oferece mais de 130 estabelecimentos gastronômicos, com capacidade para 11,5 mil pessoas. Julinho Camargo, treinador de futebol recém chegado a Caxias, por exemplo, elogia a santíssima trindade da Serra: galeto, massa e pizza. E isso só reforça o que já virou um dito popular de quem prova das especiarias da Serra.
No entanto, a decisão de Caxias lançar-se na disputa para receber uma delegação internacional não foi à mesa. Foi até protocolar. Felipe Gremelmaier (PMDB), secretário municipal de Esporte e Lazer, levou a ideia ao prefeito José Ivo Sartori (PMDB) assim que soube que o Brasil receberia o maior evento esportivo do planeta. Timidamente, chegou pelas beiradas, sem muito estrondo. Conversou com o chefe de gabinete, Edson Néspolo. Como o assunto mereceu maior destaque, logo a seguir entraram na discussão os demais homens do núcleo de aço da gestão de Sartori: Antonio Feldmann (secretário da Cultura) e Carlos Antonio Búrigo (secretário de Gestão e Finanças).
Feldmann, Búrigo e Néspolo são os homens mais importantes e estratégicos do governo Sartori. Ao entrar pela porta da frente e sentar diante deles, Gremelmaier, mesmo antes de perceber a importância política do assunto, teve sua ideia encampada. Gremelmaier não é ingênuo, mas de todos desse grupo é o que tem uma relação mais sentimental com o futebol. “Uma vez eu lembro de estar sentado na mesa, ainda criança, almoçando com minha família, e dizer que ainda iria a uma Copa do Mundo. Só não sabia que a Copa do Mundo poderia vir até mim”, brinca, trazendo ao presente aquele antigo sonho de garoto.
Gremelmaier não esconde de ninguém sua paixão pelo Caxias. Não é difícil encontrá-lo vestindo o pano grená. Na semana que antecedia o penúltimo jogo do Juventude na sua inglória luta contra o rebaixamento à série C, Gremelmaier, na voz de torcedor do Caxias, corneteava Marília, uma alviverde apaixonada que trabalha na Secretaria do Esporte e Lazer. No entanto, nessa disputa que a cidade se impôs, Gremelmaier vai vestir a camisa alviverde também. Do mesmo lado, enfim, Caxias e Juventude aglutinam suas forças na equipe oficialmente intitulada de Comitê Executivo para o assunto Missão Caxias: Copa Brasil 2014.
Os envolvidos nesse comitê, sejam eles de diferentes áreas, ou mesmo de dentro da facção grená, reconhecem que o futuro Centro de Formação de Atletas e Cidadãos (CFAC) do Juventude é um dos alicerces dessa candidatura. Segundo informações do dossiê Caxias do Sul Copa 2014, o novo CFAC será construído em uma área de 44 hectares adquirida pelo clube. E os desafios do futuro parecem impiedosos para o Juventude.
O CFAC atualmente está com suas obras paralisadas, mas deverá estar concluído até 2013, um ano antes da Copa do Mundo no Brasil e no mesmo ano em que será realizada no país a Copa das Confederações. As tensões para saber quem vai ser o sucessor de Sérgio Florian no comando do Juventude, com uma dívida de R$ 9,4 milhões, colocam o assunto CFAC em segundo ou até terceiro plano. Por enquanto.
Até lá, o Juventude pretende voltar a investir nesse que era um sonho alviverde, mas já foi encampado pela Caxias que deseja receber uma delegação da Copa do Mundo. “A estrutura dos dois clubes é excelente para os treinamentos. Se alguma delegação vier a Caxias, estamos pensando em usar o Centenário para os treinos abertos, porque cabe mais gente, e o Jaconi para treinos fechados”, antecipa Guilherme Sebben, secretário do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego.
Outro diferencial é o Instituto de Medicina do Esporte, da UCS. Atualmente a estrutura toda ocupa 20 mil metros quadrados da Cidade Universitária. E no meio desse emaranhado de ferro e cimento existe a Clínica de Fisioterapia, o Laboratório do Movimento Humano e o Instituto de Medicina do Esporte e Ciências Aplicadas ao Movimento Humano (IME).
No IME é possível reabilitar atletas de alto rendimento. E esse é um dos muitos trunfos da candidatura de Caxias. Porque vai que a cidade receba a seleção da Argentina, por exemplo, e um cara como o Messi, atacante eleito o melhor jogador do mundo neste ano, acabe se contundindo na Copa do Brasil 2014. E vai que, hipoteticamente falando, o Brasil acabe na final enfrentando a Argentina. O IME então poderá ser o responsável pela reabilitação de Messi, e quiçá, ser o “culpado” por recolocar em campo o algoz da seleção canarinho. Ninguém quer rever no Maracanã a cena de tristeza profunda após o apito final da partida em que o Brasil esmoreceu diante do Uruguai, em 1950. Mas, se necessário for – e que o seja, pelo bem de Caxias –, o IME vai reabilitar até o Messi.
Durante a apuração para esta reportagem ninguém, oficialmente falando, declarou sua preferência pela delegação de algum país. Só a comunidade do Orkut Copa do Mundo 2014 em Caxias do Sul, com 28 integrantes, faz figa para que a Itália venha para Caxias. E, na verdade, a expectativa, ainda que velada, é de que uma seleção européia aporte na cidade. O próprio dossiê apresenta as semelhanças climáticas de Caxias para o período em que ocorre a Copa do Mundo, com média mensal de 11,5°C em julho.
Com ou sem a Esquadra Azurra, na carona dessa ruidosa e rentável muvuca virá uma leva de turistas. E de preferência que entrem pelo Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias, sem escala na capital gaúcha ou no centro do país. Mas para que aeronaves de outros países possam pousar na cidade é preciso transformar o Aeroporto Regional em Aeroporto Internacional Sob Demanda. Essa adequação não é tão simples quanto cobrar um pênalti sem goleiro, mas é bem viável. Todos os passos para a reformulação constam na Carta de Intenções Caxias do Sul 2014.
Quando criança, Gremelmaier disse que ainda iria a uma Copa do Mundo. “Só não sabia que a Copa poderia vir até mim”
“O que torna um aeroporto internacional?”, provoca Henrique Elustondo, administrador do Aeroporto Hugo Cantergiani. E insiste, como se fosse um repórter ansioso pela informação: “Então, o que torna um aeroporto internacional? O aeroporto de Uganda é menor do que o nosso”, diz, recostando-se na cadeira. “Precisamos apenas atender aos requisitos para nacionalizar os voos internacionais”. Ou seja, Caxias precisa adaptar seu aeroporto para que aeronaves vindas de outros países possam pousar no Brasil, nacionalizando assim o voo.
Para que o aeroporto vire, do dia pra noite, internacional, Elustondo diz que é preciso colocar uma unidade da Polícia Federal, Receita Federal e Vigilância Sanitária. “Isso mesmo, uma sala para cada um e pronto”. Simples como cobrar um pênalti, pelo menos. “O fato de ele vir a ser internacional não tem nada a ver com o tamanho da pista ou com estrutura. A reforma que vamos fazer agora vai deixar o terminal de passageiros melhor, mais bonito. Mas não precisa nada disso para ser internacional. Não vira internacional porque tem freeshop”, brinca Elustondo, enquanto observa o céu da cidade, num final de tarde estranhamente lindo e azul depois de uma tarde chuvosa.
Aliás, Elustondo justifica que, em média, o aeroporto de Caxias tem menos voos cancelados do que o Salgado Filho, em Porto Alegre. É preciso considerar, é claro, que Caxias tem um número de voos bem menor do que Porto Alegre. No entanto, o administrador observa: “Em Porto Alegre a repercussão do fechamento é menor, porque logo a seguir vai ter outra aeronave voando para o destino desejado”.
Elustondo é um homem articulado. Também por experiência no outro lado da poltrona, enxerga melhor o que acontece no saguão dos aeroportos. E por isso tem autoridade para conduzir a comunidade a uma reflexão: “Outra coisa, as pessoas têm de entender que não é avião que traz passageiro, e sim passageiro que traz avião”.
A Festa da Uva, que é o maior evento da cidade, recebeu na última edição, em 2008, 970 mil visitantes. Um evento não tem nada a ver com outro. A Festa da Uva tem sua limitação de alcance, enquanto a Copa do Mundo é o maior acontecimento esportivo do planeta. Mesmo assim, se imaginarmos que durante o mês da Copa, quem sabe um pouco antes e um pouco depois disso, o mesmo número de pessoas que esteve em aqui para a Festa da Uva desembarque em Caxias, é de fazer qualquer gringo sorrir com cifrões espelhados no fundo dos olhos.
Mas antes de se falar em dinheiro, em receita financeira, é preciso manter os pés no chão. Tradicionalmente, se há uma entidade em Caxias que se mobiliza por Caxias, é a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). Não é preciso listar ações, só recordar a constante cobrança da CIC em relação à Rota do Sol. Dito isso, depois de Felipe Gremelmaier apresentar sua proposta ao núcleo de aço da gestão Sartori, a CIC entrou como força aglutinadora, nem tanto centralizadora.
Basta perceber que o dossiê Copa 2014 foi organizado e compilado pela Secretaria do Turismo. Mas é inegável o papel representativo da CIC, não apenas na cidade, mas fora dos domínios do próprio Estado. “A CIC tem mantido uma proximidade com o governo, mas sempre tivemos uma boa relação também com a comunidade em geral, não apenas a empresarial. Isso nos capacita a eventualmente coordenar alguma ação de integração entre diferentes instâncias da economia local”, pontua Milton Corlatti, presidente da entidade.
Além de Corlatti, a CIC emprestou Geremias Rech, seu diretor de Política Turística, ao movimento que pretende trazer uma delegação de futebol a Caxias. Pé no chão como poucos, Rech diz que uma Copa muda um país. “Eu tive a oportunidade de ir à Alemanha antes e depois da Copa. É só ver o incremento de investimentos que a Alemanha fez para a Copa, seja em estrutura, transporte ou turismo, e ver como era antes”, avalia Geremias. Segundo estatísticas da World Tourism Organization, em 2005 a Alemanha recebeu 21,5 milhões de turistas. Em 2006, ano da Copa da Alemanha, foram 23,5 milhões. Em 2008, o país teve 24,9 milhões de turistas circulando. Se pensar em um ano antes e um ano depois da Copa, é um aumento de mais de 3 milhões de visitantes.
Geremias não tinha à mão esses dados, mas tinha a fonte. E mesmo sem citar os números exatos já antecipava seu raciocínio: “O prefeito será outro, talvez nem eu mesmo esteja aqui na CIC, os secretários serão outros. Mas o importante é deixar um material consistente para que quem tiver de dar subsídios à Fifa possa fazê-lo com propriedade. Sou prático, não adianta trabalhar na hora em que estiver uma delegação aqui. Precisamos trabalhar muito antes para colher durante e depois, como fez a Alemanha”.
“As pessoas têm de entender que não é avião que traz passageiro, e sim passageiro que traz avião”, ressalta Henrique Elustondo
Pensando em colher muito durante a Copa, a África do Sul mudou, e bastante. Mas não ainda o suficiente. O Caxiense entrou em contato com dois brasileiros que moram na África e já vivem o clima de Copa do Mundo. Alexandre Henrichs é gerente de vendas da Randon em Joanesburgo e Maurício Casara, gerente de minas U&M Mining, na Zâmbia. Os dois revelam que Joanesburgo renovou a rede hoteleira e investiu na construção de shoppings, mas existem dois entraves.
Casara não mora no epicentro de tudo. Está a 2 mil quilômetros da África do Sul. Entretanto, recentemente esteve por lá e comprova: “A maioria dos estádios está pronta. Mas algumas obras de infraestrutura estão incompletas. O Gautrain, por exemplo, que vai ligar Joanesburgo a Pretória e ao Aeroporto Internacional de Joanesburgo para desafogar o tráfego de automóveis, só fica pronto em 2011, um ano depois da Copa da África, mas me parece que até 2010 estará ligando o estádio ao aeroporto, pelo menos”.
Alexandre Henrichs mora em Joanesburgo e vivencia um problema sério da cidade. “O transporte público é feito através de vans. Os caras são muito mal educados nas ruas e todo mundo tem broncas com eles. Deu muita confusão quando colocaram os primeiros ônibus a circular na cidade, porque esses caras das vans têm o monopólio do transporte de passageiros.”
Enquanto isso, aqui em Caxias, é unanimidade, mas sempre em tom baixo, declarado com as portas fechadas, a falta de um grande hotel em condições de receber uma delegação. Nestor De Carli, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região da Uva e do Vinho, reconhece que é preciso investir ainda mais e qualificar também os funcionários da rede de hospedagem e entretenimento. “A Escola Técnica está vindo aí também para que possamos formar mais funcionários a um custo bem menor”, pondera Nestor, defendendo a categoria ao afirmar que o número de leitos é suficiente para atender a demanda da cidade.
Caxias é o segundo município do Estado em ocupação hoteleira, ficando atrás apenas de Porto Alegre. Nos últimos três anos a ocupação vem aumentando, especialmente no inverno. Em 2006, a taxa de leitos ocupados foi de 48,66%. Em 2007, pulou para 51,51%. E em 2008 saltou para 67,18%. O município possui 19 hotéis registrados no Ministério do Turismo, oferecendo 1.389 unidades habitacionais e 2.909 leitos. Luciane Perez, turismóloga da Secretaria de Turismo de Caxias e uma das responsáveis pela organização do dossiê Caxias do Sul Copa 2014, conta um fato curioso e que por si só explica a mudança de paradigma que a cidade vai sofrer se vier uma delegação.
Em junho deste ano, Caxias recebeu a visita de Paul Whelan, da empresa suíça Match. A Match é responsável pelas reservas em todos os hotéis das cidades com jogos ou que recebe delegações, além de venda antecipada de ingressos da Copa do Mundo. “O Paul encontrou-se com alguns donos de hotéis e explicou que os árabes, por exemplo, quando escolhem um hotel para se hospedar, destroem todo o prédio e constroem um novinho em folha”, recorda Luciane.
“Precisamos trabalhar muito antes para colher durante e depois, como fez a Alemanha”, enfatiza Geremias Rech
Nenhuma delegação entrou em contato com Caxias. É que antes da Copa do Brasil 2014 tem a Copa da África, em junho de 2010. E é lá na África do Sul que vai ocorrer a primeira etapa da tão sonhada disputa entre centenas de cidades brasileiras para ver quem traz uma delegação para casa. Aqui no Estado, a primeira a organizar-se foi Caxias, e junto com a nossa candidatura, outras cidades agregaram-se ao mesmo coro. É o caso de Farropilha, São Marcos, Flores da Cunha, Antônio Prado, Nova Pádua e Nova Roma. “Essas cidades entendem que se uma delegação vier a Caxias vai acabar levando turistas para elas também. E entendem que sozinhas não conseguiriam atrair ninguém”, avalia Jaison Barbosa, secretário de Turismo de Caxias. E se a inveja, como diz aquele intelectual metido a poeta, move Caxias, é bom saber que Canela e Bento Gonçalves já andam mexendo seus pauzinhos e vão concorrer.
“Não é porque estou falando contigo, que é caxiense, mas o projeto de Caxias é, se não o melhor, um dos melhores que recebemos. Estou sendo muito sincero. Caxias é uma das cidades com mais potencial para atrair uma delegação.” Quem garante é Eduardo Antonini, coordenador do Comitê Executivo RS 2014. O projeto de Caxias é parte importante do grande portfólio que o governo do Estado está organizando em formato de livro para ser distribuído durante a Copa da África. Antonini revela que as cidades interessadas em divulgar seus municípios podem se integrar à equipe do governo estadual desde que, é claro, cada um viabilize sua ida.
Para entender a importância da CIC neste processo de persuasão – afinal de contas, os empresários da cidade fazem isso muito bem, vide o peso dos contratos da iniciativa privada com o Brasil e o mundo –, Corlatti e Geremias revelam não apenas o desejo, mas o plano de pelo menos uma parte do comitê caxiense ir para a África já um pouco antes da próxima Copa a fim de mostrar a nossa cara. “Não queremos ir lá ver os jogos da Copa. Temos de ir um mês antes e ver como eles vão superar as dificuldades, como eles estarão se preparando. E, claro, mostrar aos chefes das confederações o que temos de melhor”, conta Geremias.
Se a delegação da Itália vai ou não pousar no Aeroporto Hugo Cantergiani, a nona da 3ª Légua não sabe, nem está lá muito preocupada. Certo mesmo é que em 2014 ainda vai ser possível comprar agnolini fresco na feira da Estação Férrea, e que as empresas de Caxias desenvolverão produtos que continuarão a mudar a vida de muita gente. “Se mesmo depois dessa mobilização não vier uma delegação, nosso legado terá sido reunir diferentes setores na construção de um projeto e realizar melhorias para a cidade”, defende Gremelmaier.
Foto: Vista do Monumento Nacional ao Imigrante | Crédito: Maicon Damasceno/O Caxiense
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Comentários
15 de March de 2010 às 15:26
[...] >>> LEIA TAMBÉM: Um desembarque bem-vindo em 2014 Nesta edição será realizado o Encontro Estadual de Prefeitos e de Secretários Municipais de Turismo com discussão centrada no planejamento e nas ações para a estruturação do turismo gaúcho frente à Copa 2014 no Rio Grande do Sul. A programação ocorrerá nos dias 19 e 20, das 8h30 às 12h, no Hotel Intercitty Premium. Outro evento paralelo será o I Encontro Nacional dos Coordenadores Regionais de Serviços Turísticos de 2010. O evento reunirá os representantes de todos os estados brasileiros responsáveis pelo Cadastur, cadastramento e fiscalização dos prestadores de serviços turísticos junto ao Ministério do Turismo. O público-alvo, além dos representantes dos órgãos públicos, são os prestadores de serviços turísticos, destacando-se as agências de viagem, transportadoras, meios de hospedagem, bares, restaurantes, guias, bacharéis em turismo e outros profissionais da área. [...]
17 de March de 2010 às 14:28
[...] >>> Caxias do Sul já se mobiliza para Copa do Mundo em 2014 [...]
10 de May de 2010 às 16:45
[...] >>> LEIA TAMBÉM: Uma ou mais delegações, milhares de turistas, investimentos e divulgaç… [...]
13 de May de 2010 às 20:40
[...] >>> LEIA TAMBÉM: Uma ou mais delegações, milhares de turistas, investimentos e divulgaç… [...]
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