Setor metalúrgico fecha ano com queda de 11%
por O Caxiense | 07/12/2009 às 17:18
A indústria metalúrgica de Caxias do Sul encerrará o exercício de 2009 com redução de 11,27% em seu faturamento bruto, que somará R$ 11 bilhões 847 milhões. O dado foi liberado na tarde desta segunda-feira, 7, por Oscar de Azevedo, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs).
A indústria metalúrgica de Caxias do Sul encerrará o exercício de 2009 com redução de 11,27% em seu faturamento bruto, que somará R$ 11 bilhões 847 milhões. O dado foi liberado na tarde desta segunda-feira, 7, por Oscar de Azevedo, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs).
Já o número de empregos ficará 8,5% abaixo do consolidado em dezembro de 2008, algo como 3,7 mil vagas a menos. O setor fecha este ano com estoque de 46,2 mil empregos formais.
O setor que mais sentiu os efeitos da crise foi o eletro-eletrônico, que encerra o exercício com queda de 24% em seu faturamento. Por sua vez, o segmento metal-mecânico evoluiu na ordem de 18%. A indústria automotiva, a mais representativa do ramo metalúrgico, administrará 14% de declínio em sua receita.
O recuo mais expressivo no faturamento por mercado será nas exportações, que cairão 39%, para pouco mais de R$ 1,2 bilhão, representando 10% da receita total. Em 2008 o mercado externo respondeu por 15% do faturamento das indústrias metalúrgicas.
A compensação veio por meio do incremento de vendas para fora do estado, que ficaram apenas 6% abaixo do que foi consolidado em 2008, mas representaram 66% do total diante de 63% do ano passado. As vendas dentro do Rio Grande do Sul tiveram recuo de 7,5%.
O cenário para 2010 é de otimismo. O vice-presidente do Conselho de Administração da Marcopolo e presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul, José Antônio Fernandes Martins, acredita em crescimento de 6% no PIB brasileiro. Basta, no seu entendimento, que o governo mantenha ou pelo menos suavize a retirada das medidas de desoneração fiscal, como a redução do IPI, e sustente a política de crédito fácil a juros baixos para o setor industrial.
“O próximo ano tem tudo para ser superexcelente”, resumiu.
Posição idêntica tem o diretor corporativo e de relações com investidores das Empresas Randon, Astor Schmitt. Acredita, inclusive, que os mercados externos estarão menos retraídos, oportunizando alguma recuperação nas exportações. Mas é no cenário doméstico que estão, na sua visão, os ingredientes para que 2010 seja um ano de atividade intensa.
“Tudo indica que teremos boas notícias no ano que vem.”
Foto: Tambores Tomé possui três linhas de moldagem com capacidade anual para 700 mil moldes e fusão de 42 mil toneladas | Crédito: Divulgação
















Comentários
8 de February de 2010 às 16:14
[...] recuo de 36% nas exportações teve influência decisiva no resultado negativo de 11,3% no faturamento das empresas metalúrgicas da Região Nordeste do Rio Gra…. Levantamento realizado pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material [...]
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